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Setor aéreo se mobiliza para diminuir a emissão de poluentes no mundo


Feira de aviação aborda os 4 pilares propostos pela IATA para reduzir esse impacto



A globalização é um processo que está diminuindo a distância entre os países e a aviação é uma das principais responsáveis. Mas poucos sabem sobre os danos do transporte aéreo ao meio ambiente.

De acordo com dados da Organização Internacional de Aviação Civil da ONU (ICAO), apenas no ano de 2011, foram transportados, aproximadamente, 2,7 bilhões de passageiros no mundo, o que representa um incremento de 75% em relação ao ano de 2003, quando foram transportados 1,66 bilhão de passageiros. Como um todo, o transporte aéreo representa 51% dos deslocamentos turísticos.

Segundo a própria ICAO, o Brasil tem tudo no lugar para desempenhar um papel importante em combustíveis alternativos para a aviação. “O Brasil é um líder mundial na agricultura e certamente, pode aproveitar esta posição para formar uma cadeia de fornecimento de matéria-prima consistente para a produção alternativa de combustível a jato, e também foi pioneira neste campo quando recebeu o primeiro seminário de combustíveis alternativos da ICAO em 2009”, afirma a secretária-Geral da Organização Internacional de Aviação Civil da ONU - International Civil Aviation Organization (ICAO), Dra. Fang Liu.

“Desde o sucesso da Rio + 20 Flightpath da ICAO para um Futuro Sustentável, em 2012, fomos encorajados pelo progresso do Brasil em iniciativas como o lançamento da Plataforma Biofuture na COP22 ou o uso de combustível alternativo pela Gol Airlines para 365 vôos durante Copa do Mundo em 2014”, completa Fang Liu. Iniciativas e parcerias como esta serão a chave para a implantação de combustíveis alternativos no futuro.

À medida que mais partes interessadas perceberem o importante papel que os combustíveis alternativos desempenharão na realização do objetivo da indústria aeronáutica de Crescimento Neutro de Carbono a partir de 2020, as experiências de países como o Brasil se tornarão cada vez mais valiosas.

Poluição do ar

O querosene é o principal combustível utilizado por aeronaves. Sua queima dá origem a diversos poluentes perigosos que contribuem com o aquecimento global, como o monóxido e o dióxido de carbono, os hidrocarburetos gasosos, e os óxidos de nitrogênio. Os voos comerciais, de acordo com a ATAG (Air Transport Action Group), geraram 676 milhões de toneladas de CO2 em 2011.

Com o avanço tecnológico, novos motores foram desenvolvidos, priorizando a eficiência e a diminuição da emissão de poluentes. Hoje, os motores das aeronaves emitem 20 vezes menos CO, CO2 e UHC em comparação com os modelos fabricados durante a década de 70.

Perspectivas para o futuro

As empresas ligadas ao transporte aéreo têm demonstrado alguns esforços no sentido de diminuir o impacto ambiental das suas atividades. Um exemplo disso é a maior eficácia das turbinas atuais, que chega a ser 70% mais eficiente que as utilizadas nos anos 60.

Pesquisadores buscam combustíveis que agridem menos o meio ambiente. O bioquerosene, que é processado a partir da cana de açúcar proporciona uma diminuição de até 82% das emissões. Companhias aéreas, como a alemã Lufthansa, já realizam voos comerciais utilizando biocombustível, fabricado a partir de uma mistura de 50% de óleo vegetal hidrogenado e 50% querosene para aviação, desde 2011. No Brasil, a GOL anunciou em 2012 que em 20 anos todos os seus aviões utilizarão biocombustíveis.

Alguns países já controlam as emissões dos aviões. Na Europa, companhias aéreas terão de pagar pela poluição atmosférica. Em um primeiro momento, as companhias aéreas estarão isentas de pagar por 85% das emissões.

O Workshop Enviromment, que abordará essa questão, acontecerá no dia 31 de março, as 14h. Confira a programação e os palestrantes no link: Clique aqui.

Data: 29 de março a 2 de abril de 2017
29 a 31 de março (quarta a sexta-feira)
FEIRA: das 12h às 20h | SEMINÁRIOS: das 09h às 19h
01 e 02 DE ABRIL (sábado e domingo): das 10h às 18h
Local: Aeroporto Internacional Tom Jobim / Rio de Janeiro
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