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Apesar das metas comerciais batidas, Grupo Airbus vê lucro despencar 63% em 2016


O último trimestre de 2016 foi essencial para o setor comercial de aeronaves da fabricante Airbus por conta do alto número de entregas realizadas. O período foi o responsável pela fabricante francesa bater as metas estabelecidas para o setor durante o ano passado, embora as perdas na divisão transporte militar tenham comprometido o lucro anual da empresa.

Tanto é que os ganhos líquidos do Grupo Airbus, que incluem as aeronaves comerciais, helicópteros e a divisão de Defesa & Espaço, tiveram uma queda de 63% e chegaram aos US$ 1,04 bilhão, bem abaixo dos US$ 2,84 bilhões registrados em 2015. A receita do grupo também caiu (-3%) e chegou aos US$ 70,2 bilhões.

A grande razão para os números nada saudáveis tem a ver com uma perda de US$ 2,32 bilhões por conta do atraso no programa de desenvolvimento de uma das aeronaves do setor militar, o A400M, que já até entrou em serviço, mas apresentou problemas na hélice e no gearbox. Apesar disso, de acordo com o CEO Tom Enders, “entregamos tudo que estava programado e batemos nossos objetivos e metas financeiras, com apenas uma exceção, o A400M”, disse.

O executivo ainda revelou um desempenho satisfatório na divisão de aeronaves comerciais, “embora a situação permaneça desafiadora” por conta de uma maior e contínua taxa de produção dos A320neos e A350s. “No ano. entregamos mais aeronaves comerciais do que jamais visto e controlamos com sucesso o aumento de produção dos A350s enquanto, ao mesmo tempo, realizamos a transição para a nossa versão mais eficiente da famíia A320”.

A ideia é aumentar a produção do A320 para 69 aeronaves por mês em 2019, enquanto a produção do A350 deva crescer para 10 unidades por mês até o fim 2018. No entanto, nem tudo foram flores para a fabricante francesa. O ano de 2016 teve os ganhos afetados por diversos fatores, incluindo uma menor taxa de produção do A330, aumento do custo operacional e a transição de preços do A320ceo e A330ceo.

O A350 quase bateu a meta estipulada, com 49 entregas das 50 que estavam planejadas. Pelo lado do A320neo, 68 unidades do modelo foram entregues. Por outro lado, a Airbus fechou o ano com 371 encomendas recebidas, o que inclui 41 A350s e 83 A330s ao seu backlog (carteira de pedidos firmes) que chega as 6,900 aeronaves.




fonte: mercadoeeventos
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