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Segurança de voo deve ser vista com mais seriedade pelas empresas aéreas e órgãos competentes, alerta FENTAC


Cerca de meio milhão de internautas leram no site da Federação os impactos da denúncia dos mecânicos de aeronave sobre a redução de custos das empresas

As empresas aéreas e as autoridades competentes devem olhar com mais seriedade a questão da segurança de voo no Brasil.O alerta é da Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil da CUT (FENTAC), que representa cerca de 115 mil aeroviários, aeronautas e aeroportuários, que garantem que milhões de vidas sejam transportadas com segurança no país.

Há mais de um ano, a Federação vem alertando que a política de segurança de voo das empresas aéreas está severamente prejudicada por medidas de redução de custos e precarização de mão de obra no setor de manutenção.

Preocupada, a FENTAC entregou à Latam a “Carta dos mecânicos brasileiros e latino-americanos” ao presidente da companhia, Enrique Cueto, que elencou sérios problemas, como por exemplo, a substituição de mecânico de aeronave com um vasto conhecimento técnico, por mão de obra sem licença para trabalhar em aviões.

Essa medida, utilizada para reduzir custos, não é adotada apenas pela Latam, mas por outras empresas e isso é extremamente grave porque pode acarretar consequências desastrosas e colocar em risco a vida e a integridade de milhões de pessoas que voam nos aviões das companhias.

O alerta dos mecânicos brasileiros e latino-americanos tem chamado atenção dos usuários. Do dia 14 de novembro até hoje mais de meio milhão de internautas do Brasil e do exterior leram a denúncia dos mecânicos no site da FENTAC e, só no Facebook, foram realizados mais de 100 mil compartilhamentos.

Graças à denúncia da FENTAC e dos sindicatos filiados de aeroviários o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) autuaram a Avianca, Azul, Gol e a Latam, no Aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília, por tentativa de precarização de mão de obra desses profissionais.

Outra ação foi uma audiência pública na Câmara dos Deputados, em Brasília, em setembro, que reuniu representantes dos trabalhadores e das empresas aéreas e o assunto em destaque foi a importância de as empresas manterem o mecânico de pista.

As companhias, representadas pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), chegaram ao absurdo de afirmar que não era necessário mais manter essa função, alegando que as novas aeronaves “são modernas”, de acordo com o manual do proprietário.

No entanto, não são apenas os mecânicos que têm sido alvo da política de precarização das companhias, os tripulantes também. Recentemente, as empresas aéreas conseguiram protelar a aprovação da nova Lei do Aeronauta (PL 8255/14), que estabelece regras para a elaboração de escalas de trabalho inteligentes para os aeronautas, aumentando a produtividade e o mais importante, introduzindo o sistema de controle de fadiga humana, que já é utilizado em países desenvolvidos, que garante maior segurança.

Com a manobra das aéreas, o projeto vai a Plenário na Câmara dos Deputados, medida que não seria necessária já que o Projeto já tramita no Congresso desde 2011 e tem apoio da ANAC, da Secretaria de Aviação Civil (SAC), do governo e de entidades que representam o setor.

Sempre vigilante

Mais uma vez, a FENTAC se solidariza com os amigos e familiares das vítimas dos trágicos acidentes aéreos recentes ocorridos no Brasil, que despertam atenção da sociedade, e reforça que continuará seu trabalho incansável em defesa da segurança de voo, da qualidade dos serviços aos passageiros e da valorização da profissão dos trabalhadores da aviação civil.

O maior patrimônio da segurança de voo é a vida!


Fonte: Direção da FENTAC/CUT

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