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Inédito na América do Sul, o R-AFIS Noronha entra em operação


Serviço remoto proporciona ganhos operacionais e administrativos



Entrou em operação remota, no dia 13 de dezembro, o AFIS FN – o Serviço de Informação de Voo do aeródromo de Fernando de Noronha.

A estruturação e a implantação desse serviço melhoram algumas questões próprias da atividade aérea na ilha, uma região em que o acesso regular ocorre apenas por transporte aéreo. Além disso, ajuda a otimizar os recursos, já que a constante renovação do efetivo - os militares podem permanecer apenas dois anos na localidade - gera periodicamente custos para a formação inicial e os procedimentos de concessão de certificado de habilitação técnica (CHT) como Operador de Estação Aeronáutica (OEA).

"Além dos ganhos operacionais, teremos um ganho administrativo muito grande, em virtude de não haver mais necessidade de realizar as trocas frequentes de operadores", explica o Comandante do Terceiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA 3), Coronel Aviador Eduardo Miguel Soares.

O cenário atual da operação do AFIS-FN, a partir das instalações do CINDACTA III, em Recife (PE), tem a mesma qualidade da atividade presencial, sem necessidade de alteração na estrutura do espaço aéreo.

O projeto foi desenvolvido com foco na excelência do serviço prestado e das capacidades técnico-operacionais. A estrutura e a implantação do R-AFIS FN servem de gênese para projetos similares e vão fornecer resultados de grande potencial em alinhamento aos projetos em andamento no Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), trazendo benefícios como a redução significativa do custo operacional sem perda de qualidade e de segurança.

Ainda no aspecto operacional, a prestação do serviço AFIS está sendo realizada no mesmo salão operacional que o seu órgão adjacente, o Centro de Controle de Área Recife, o ACC-RE. É resultado de um incremento no nível de coordenação e segurança. Outros benefícios indiretos incluem a presença da equipe de supervisão do Centro de Operações Integradas (COI-3) e a possibilidade de intercâmbio, assim como a absorção de boas práticas de gerenciamento ATC (modelo operacional, manual do órgão, padrões de instrução, entre outros).

Estudos - A busca por essas soluções inovadoras convergiu com a existência prévia de estudos e projetos, tanto no DECEA quanto em órgãos externos, como a Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República (SAC-PR), de soluções que provessem a prestação de Serviços de Tráfego Aéreo (ATS), de forma remota ao aeródromo operado.

Dessa convergência de propósitos em comum, surgiu o desafio e a oportunidade de adaptar a estrutura existente no CINDACTA III, tanto no Sítio de Fernando de Noronha quanto na sede deste Centro para a operação remota do AFIS.

Assim, tanto seria atendida uma demanda do Regional por otimização dos recursos empregados, quanto haveria a possibilidade de se validar um conceito operacional de grande potencial estratégico.

Com base nos estudos anteriores, envolvendo o R-AFIS, buscou-se um aproveitamento dos recursos existentes no DTCEA-FN e na sede do CINDACTA III. Assim, houve uma simplificação dos requisitos levantados para a operação remota, já que não se trata da prestação do serviço a partir de um aeródromo desprovidos de qualquer infraestrutura.

Alterações nos serviços de Meteorologia e de Informações Aeronáuticas prestados atualmente pelo DTCEA-FN não estão incluídas no âmbito inicial do projeto, embora o alcance das metas propostas possa ensejar eventuais desdobramentos e expansões.

Movimento aéreo - Em decorrência da demanda provocada pelo fluxo de turistas em Fernando de Noronha e, devido às necessidades da população local, recentemente foram colocados à disposição dos usuários mais voos extras aos finais de semana para a Ilha, aumentando o movimento de voos regulares de quatro para seis. Hoje, a média já ultrapassou os 280 movimentos mensais, incluindo as aeronaves da aviação geral.

O Destacamento de Controle do Espaço Aéreo de Fernando de Noronha (DTCEA-FN), subordinado ao (CINDACTA III), tem como missão básica a operação do espaço aéreo sob sua responsabilidade, provendo o Serviço de Informação de Voo de Aeródromo, o Serviço de Alerta e a manutenção dos auxílios à navegação e dos sistemas de telecomunicações.








fonte: FAB
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