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Lembre pilotos de avião heróis que enfrentaram panes e evitaram tragédias

Piloto pousou Airbus no rio Hudson e todos os passageiros saíram ilesos (Brendan McDermid/Reuters)

O caso do piloto chinês He Chao, que na semana passada recebeu um prêmio de R$ 1,4 milhão por evitar um acidente na decolagem que poderia matar 439 pessoas, é apenas o mais recente exemplo de como muitas vezes os pilotos de avião podem se tornar heróis.

Os pilotos recebem treinamento intensivo para agir em situações de risco que possam ocorrer durante o voo. Mas na hora em que algo imprevisto acontece na vida real, é preciso muito sangue frio para tomar todas as atitudes corretas para evitar uma tragédia.

Panes de motores, pouso na água, falhas dos instrumentos e até a quebra do para-brisa da cabine de comando foram alguns dos problemas enfrentados pelos pilotos e que tiveram um final feliz.

Veja os casos mais emblemáticos da história da aviação mundial.

American Airlines voo 96

De Los Angeles a Nova York – 12 de junho de 1972

Logo após uma escala no aeroporto de Detroit, nos EUA, a porta traseira do compartimento de carga se abriu. O incidente causou uma forte descompressão do avião, que fez ceder uma parte do piso da cabine de passageiros e rompeu alguns cabos que acabaram por desligar um dos motores e inviabilizar alguns comandos de voo.

Mesmo com sérias dificuldades para manter o controle do avião, modelo McDonnell Douglas DC-10-10, o comandante Bryce McCormick e o copiloto Peter Whitney conseguiram regressar ao aeroporto de Detroit e fazer o pouso em segurança, apesar de terem sido obrigados a tocar o chão com velocidade bem acima do normal. O incidente deixou 11 feridos, todos sem gravidade.

British Airways voo 9

De Londres a Auckland – 24 de junho de 1982

Quando sobrevoava a ilha de Java, o Boeing 747-200 se chocou com um grande nuvem de cinzas vulcânicas. Como consequência, os quatro motores do avião pararam de funcionar. O comandante Eric Moody iniciou, então, um voo de planeio em direção a Jacarta.

Com toda tranquilidade, Moody anunciou o problema aos 248 passageiros. “Senhoras e senhores, aqui é o comandante falando. Temos um pequeno problema. Os quatro motores pararam. Nós estamos fazendo o possível para religá-los. Confio que não estejam muito angustiados”, disse.

Ao se afastar das cinzas vulcânicas, os quatro motores voltaram a funcionar quando o avião atingiu a altitude de 4.000 metros. O comandante conseguiu aterrizar o Boeing 747-200 sem nenhum ferido a bordo.

Air Canada voo 143

De Montreal para Edmonton – 23 de julho de 1983

A 12,5 mil metros de altitude, o Boeing 767-200 ficou completamente sem combustível por conta de um erro de cálculo no reabastecimento do avião. O problema foi causado pela recente troca do sistema imperial para o métrico.

Mesmo sem combustível e, consequentemente, com os motores desligados, o comandante Robert Pearson, que também era piloto de planador, e o copiloto Maurice Quintal conseguiram planar o avião até chegar à base de Gimli, no Canadá.

Mesmo com sérios danos no trem de pouso dianteiro, que quebrou ao tocar o solo, das 69 pessoas a bordo, apenas dez tiveram ferimentos leves.

Boeing 737 da Aloha Airlines ficou com a fuselagem destruída durante o voo (Divulgação/NTSB)


Aloha Airlines voo 243

De Hilo a Honolulu – 28 de abril de 1988

Uma rachadura no teto do Boeing 737-200 causou uma descompressão explosiva que arrancou parte da fuselagem quando o avião voava a uma altitude de mais de 7.000 metros.

Apesar dos severos danos, o comandante Robert Schornstheimer e a copiloto Madeline Tompkins conseguiram pousar em segurança na ilha de Maui 13 minutos depois da explosão.

O avião voava com 90 passageiros e cinco tripulantes. Houve uma vítima fatal, a aeromoça Clarabelle Lansing, que foi sugada para fora do avião.

British Airways voo 5390

De Londres a Málaga – 10 de junho de 1990

Em um dos casos mais impressionantes da história da aviação, um para-brisa da cabine de comando se rompeu em pleno voo, sugando o comandante Tim Lancaster para fora do avião modelo BAC 1-11. O comandante, no entanto, ficou somente com metade do corpo no lado de fora. Dentro da cabine, um membro da tripulação segurava as pernas de Lancaster.

O comando do avião foi assumido pelo copiloto Alastair Atchison, que fez uma rápida descida de emergência até pousar no aeroporto de Southampton. O comandante ficou 21 minutos com a cabeça para fora do avião, encarando fortes ventos. Lancaster sofreu apenas pequenas fraturas.

British Airways voo 38

De Pequim a Londres – 17 de janeiro de 2008

Quando se preparava para pousar, a apenas 3 km do aeroporto de Heathrow, em Londres, o Boeing 777-200 perdeu potência repentinamente. O comandante John Coward conseguiu levar o avião até bem próximo da cabeceira da pista, mas quando faltavam apenas 270 metros para chegar o avião tocou o solo.

A perda de potência ocorreu em virtude de um congelamento no sistema de combustível. Apesar dos diversos danos sofridos no avião, das 152 pessoas a bordo, apenas 13 tiveram ferimentos leves.

US Airways voo 1549

De Nova York a Charlotte – 15 de janeiro de 2009

Em um dos casos mais conhecidos, o comandante Chesley Sullenberger III fez um pouso surpreendente nas águas do rio Hudson, em Nova York, nos EUA. Logo após a decolagem do aeroporto de LaGuardia, o Airbus A320 foi atingido por um grupo de gansos-do-Canadá. Com a colisão, os dois motores pararam de funcionar.

Sem condições de retornar ao aeroporto, a única alternativa foi pousar o avião no rio Hudson. Nenhuma das 155 pessoas a bordo ficou ferida. Todos aguardaram o resgate nas asas do avião.

Gol voo 1536

De São Paulo ao Rio de Janeiro – 16 de outubro de 2011

Logo depois de decolar do aeroporto de Congonhas, o Boeing 737-800 sofreu uma pane nos equipamentos que medem velocidade e altitude do avião. Sem as referências necessárias para o controle do avião, o comandante Cesídio Sampaio declarou emergência ao controle de tráfego aéreo e informou o problema.

A partir de então, o controlador Ricardo Blanco foi decisivo para guiar o avião até o aeroporto de Viracopos, em Campinas. A todo instante, Blanco informava ao comandante, com base nas informações que recebia no radar, a velocidade e a altitude do avião, além da direção que deveria seguir.

Assim, 14 minutos depois de identificar o problema, o Boeing da Gol pousou em segurança e nenhuma das 105 pessoas a bordo ficou ferida.




fonte: todosabordo


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