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Incêndio atingiu voo da EgyptAir antes da queda, diz especialista


Um incêndio atingiu o voo MS804 da EgyptAir minutos antes de a aeronave desaparecer dos radares na quinta-feira (19/05) com 66 pessoas a bordo, afirmou à DW o especialista em segurança de voo Tim van Beveren.

"Houve fogo a bordo", disse o investigador que teve acesso ao relatório de notificações do avião. "O sistema enviou várias mensagens bem claras. Foi detectada fumaça no lavatório. Um minuto depois de a fumaça ter sido detectada no compartimento... dois minutos depois, as unidades de controle de voo falharam."

Van Beveren espera que as autoridades egípcias corroborem com a informação. A França decidiu enviar uma embarcação naval equipada com sonar ao local para tentar localizar a caixa-preta do Airbus A320 que fazia o trajeto entre Paris e Cairo.

Partes de corpos encontradas nesta sexta-feira (20/05) no mar Mediterrâneo, a cerca de 290 quilômetros ao norte da cidade de Alexandria, passam por um processo de identificação. Equipes de buscas também localizaram destroços e objetos pessoais dos passageiros.

O voo MS804 desapareceu dos radares pouco antes de se aproximar da costa egípcia, caindo no mar Mediterrâneo. O ministro da Aviação egípcio, Sherif Fathy, afirmou que a possibilidade de o avião ter caído devido a um ato terrorista é maior do que a de falha técnica. O presidente francês, François Hollande, disse que nenhuma hipótese está descartada.

O que se sabe até agora?

As equipes militares de resgate francesas receberam um sinal de emergência dos sistemas de segurança automáticos do avião às 4h26 (hora local), cerca de duas horas depois de a aeronave perder contato com os radares, informou a EgyptAir.

O avião desapareceu cerca de 20 minutos antes do horário previsto para a aterrissagem no Cairo, quando já se encontrava no espaço aéreo egípcio. Segundo a EgyptAir, o avião foi fabricado em 2003, e o piloto tinha 6.275 horas de voo. O céu estava limpo no momento do desaparecimento.

Às 2h37 da manhã, o Airbus A320 fez um giro de 90 graus para a esquerda e, a seguir, um de 360 graus para a direita, caindo de 37 mil pés para 9 mil pés de altura e desaparecendo dos radares.

O voo MS804 havia partido às 23h09 de quarta-feira do aeroporto Charles de Gaulle, em Paris. Nele viajavam três funcionários de segurança, sete tripulantes e 56 passageiros – incluindo 30 egípcios e 15 franceses. Os demais eram cidadãos de Portugal, Iraque, Argélia, Bélgica, Reino Unido, Canadá, Chade, Kuwait, Arábia Saudita e Sudão. Segundo informações da companhia aérea, pelo menos três crianças estavam a bordo.

Histórico de ocorrências

Em outubro de 2015, um Airbus da companhia MetroJet (Kogalymavia) caiu sobre a península egípcia do Sinai, com 224 pessoas a bordo. Uma explosão registrada em seu interior foi reivindicada pelo grupo extremista "Estado Islâmico" (EI). O incidente levou vários países a impor restrições de voo com o país norte-africano, como a Rússia, que proibiu a EgyptAir de voar sobre seu território.

Em março deste ano, um voo da companhia aérea egípcia foi sequestrado pouco depois de partir de Alexandria com destino ao Cairo. Um dos passageiros obrigou o comandante a aterrissar em Larnaca, afirmando ter um cinto de explosivos ao redor do corpo. Mais tarde, foi revelado que este era falso.




fonte: msn notícias



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