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ATR amplia frota de turboélices no país e investe em serviços


A empresa franco-italiana ATR, principal fabricante mundial de aeronaves turboélices, está expandindo suas operações no Brasil, país que hoje opera a maior frota de aeronaves da empresa no inundo, com cerca de 8o unidades. O número é quatro vezes superior ao que ela tinha há dez anos. A ATR é fruto de uma parceria entre a Alenia Aermacchi, do grupo italiano Finmeccanica, e a Airbus Group.

A empresa iniciou a operação de um centro de logística e de reposição de peças em Atibaia (SP), que está sendo compartilhado com a Helibras, subsidiária da Airbus Helicopters. “Nós também ampliamos a nossa rede de MRO (sigla em inglês para serviços de manutenção, reparo e revisão geral) com a assinatura de um acordo com a TAP Manutenção e Engenharia no Brasil”, disse o diretor de vendas globais da ATR, John Moore.

Além das parcerias com a Helibras e a TAP, o executivo da ATR destaca a recente abertura de um escritório de suporte ao cliente regional em São Paulo. “As companhias aéreas brasileiras também podem se beneficiar da parceria que a ATR fechou com a Avianca para o treinamento de pilotos em seu centro em Bogotá.”

De acordo com o diretor, a principal operadora da ATR no Brasil e no mundo é a Azul-Trip, com 6o aeronaves, seguida pela Passaredo que tem uma frota de 14. A Map, de Manaus, opera cinco aeronaves e a Total tem três ATR 42. A Imetame opera um ATR 72. Este mês, a nova aérea Flyways, baseada em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro, iniciou a operação de dois ATR 72.

A ATR também possui instalações similares em Paris, Miami, Cingapura, Kuala Lumpuer e Auckland, na Nova Zelândia.

Com o compartilhamento do centro de logística da Helibras em Atibaia, a ATR pretende reduzir os custos e o tempo de reparação dos aviões de clientes da América Latina. A ATR também aumentou sua frota na região de 70 aviões em 2005 para 180, em 2015. Segundo previsão da empresa, a frota deve ultrapassar a marca de 200 unidades até o próximo ano.

O gerente do centro de logística da Helibras, Wellington Amorim, disse a ATR terá em Atibaia um sistema de gestão de inventário de peças e atendimento 24 horas durante todos os dias da semana. “O nosso centro também oferece para a ATR a opção de administração dos componentes de reparo com os parceiros da ATR no Brasil, como a TAP”, diz o gerente.

Segundo Amorim, antes da parceria com a Helibras, o atendimento aos operadores da ATR era feito de Tolouse, na França, onde está sediada a companhia. “Com a facilidade de estar mais próxima dos operadores a empresa conseguiu reduzir o tempo de atendimento de uma semana para duas horas”, disse o gerente da Helibras.

O diretor da fabricante franco-italiana disse que as aeronaves ATR são utilizadas em rotas de até 1000 km, onde a demanda não requer o uso de aviões de ampla capacidade. “O consumo de combustível e os custos de operação dos ATR são mais baixos que os dos jatos regionais para esse tipo de rota”, afirmou.

Sobre a concorrência com a Embraer, o diretor da ATR diz que os jatos regionais como os produzidos pela fabricante brasileira não são de fato competidores das aeronaves ATR, mas sim complementares.

O modelo ATR 42-600, com capacidade para transportar entre 46 e 50 passageiros custa US$ 21,6 milhões. Já o ATR 72-600, de 68 a 78 assentos, custa US$ 25,9 milhões. “Com o novo ATR-600, que está chegando ao Brasil, as aeronaves turboélices oferecem o mesmo nível de conforto e tecnologias dos jatos regionais”, ressaltou.




fonte: Valor Econômico / Por Virgínia Silveira | De São José dos Campos




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