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Brasil registrou 1.560 colisões entre aviões e animais em 2014


O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aéreos (Cenipa) informou que em 2014 houve 1.560 casos registrados de colisões entre animais e aeronaves, sendo 1.495 com aves e 65 com animais terrestres. Os dados estão no Anuário de Risco de Fauna divulgado pelo órgão nesta semana.

Esses números representam um recuo em relação aos dois anos anteriores (1.739 em 2013 e 1.668 em 2012). A redução, entretanto, não significa necessariamente que houve menos casos, já que é necessário que as colisões sejam reportadas ao sistema do Cenipa.

“A lógica esperada seria o aumento da quantidade de colisões reportadas, pois há mais aeronaves expostas às colisões em comparação a 2013. Condição indicativa de que o setor aéreo precisa se preocupar mais com o reporte”, comentou o suboficial Luis Carlos Batista Santos, da assessoria de gerenciamento de risco de fauna do Cenipa.

As espécies de aves mais comuns nos casos em que houve identificação do animal foram quero-queros, carcarás e urubus de cabeça preta. Em 46% dos casos, aliás, não foi possível determinar a espécie.

Como esperado, as fases em que ocorreram as colisões são as mais críticas na aviação: 34% aconteceram durante o procedimento de pouso e 26% na decolagem. De acordo com o documento do Cenipa, as áreas dos aviões mais afetadas pelas colisões são a fuselagem (17,3%), motor (16,9%), radome/bico (9,7%), asa (9,6%) e parabrisa (8,8%).

Animais terrestres

Apesar de serem minoria, as colisões com animais terrestres apresentam um risco muito maior para aeronaves e, consequentemente, tripulações e passageiros. Isso porque a densidade e a massa corporal são superiores a de aves.

“Uma colisão com capivara tem severidade relativa 227% mais elevada que uma colisão com urubu-de-cabeça-vermelha”, exemplifica o tenente-coronel Henrique Rubens Balta de Oliveira, assessor de gerenciamento de risco de fauna.

Paraná

As colisões com animais foram reportadas nos seis principais aeroportos do Paraná. O recordista de casos, até pelo número maior de movimentos, foi o Afonso Pena, em São José dos Pinhais, com 55 colisões. Na sequência aparecem Londrina (25), Foz do Iguaçu (24), Maringá (12), Bacacheri (5) e Cascavel (4).

Em compensação, quando leva-se em conta a movimentação de aeronaves nos aeroportos, o mais propenso a ocorrer colisões é o de Foz do Iguaçu, com 12,7 casos a cada 10 mil movimentos. Depois vêm Londrina (9,02), Afonso Pena (6,95), Maringá (6,15), Cascavel (4,74) e Bacacheri (1,25).




fonte: Gazeta do Povo - PR / Gustavo Ribeiro



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