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Aviões a bateria, quase prontos para decolar


Empresas aperfeiçoam tecnologia com a ambição de fabricar aeronaves de carreira de até 20 lugares


Os aviões elétricos estiveram ocupados quebrando recordes. Em 10 de julho, o E-Fan da Airbus, pilotado por Didier Esteyne, tornou-se o primeiro avião bimotor totalmente elétrico a cruzar o Canal da Mancha. Esta, pelo menos, é a versão dos fatos fornecida pela empresa – pois cerca de 12 horas antes, Hugues Duval, outro francês, havia feito uma viagem de ida e volta de Calais em seu bimotor elétrico Cri-Cri. A Airbus não considera o voo de Duval por ele ter sido rebocado até o alto por um avião convencional. Enquanto isso, a Pipistrel, uma produtora eslovena, foi impedida de comparecer para mostrar seu avião de treinamento elétrico monomotor porque a Siemens, que forneceu o motor, não deu permissão para ele ser usado sobre água.

A primeira pessoa a cruzar o Canal da mancha numa espécie de avião elétrico foi Paul MacCready, um engenheiro aeronáutico americano que fez o percurso num frágil Solar Challenger em 1981. Embora seu avião tenha usado um motor elétrico para acionar uma hélice, ele não tinha bateria, já que retirava sua energia diretamente de células solares. Outro avião solar (desta vez equipado com baterias para armazenar a energia excedente) está sendo conduzido numa viagem ao redor do mundo por uma equipe suíça. Mas após recordistas cinco dias e noites no ar cruzando o Pacífico, saindo do Japão, o Solar Impulse 2 está parado no Havaí por superaquecimento de suas baterias.

O E-Fan é um avião de dois lugares feito com compostos de fibra de carbono e impelido por dois motores elétricos de 32 kW que acionam propulsores presos à fuselagem. Os motores extraem sua energia de um conjunto de baterias de íons de lítio, semelhante ao usado em carros elétricos. O avião é projetado para voar por até uma hora, embora tenha uma bateria auxiliar para 30 minutos extras em caso de emergência. A propulsão elétrica já é usada em drones (aviões não tripulados), mas, como essas empresas estão mostrando, existe agora um interesse em empregá-las também em aviões tripulados.

A Airbus está equipando uma fábrica na França para produzir E-Fans. A empresa pretende vendê-los como aviões de treinamento de baixo custo para a formação de pilotos. Os E-Fans são mecanicamente mais simples que um avião a motor de combustão, de modo que seus custos de operação e manutenção devem ser mais baixos. Além disso, são muito mais silenciosos, por isso causariam menos incômodo para vizinhos dos campos de pouso – especialmente porque os pilotos em treinamento fazem muitas manobras.

Mas a Airbus vê o E-Fan apenas como o começo. A tecnologia das baterias vem melhorando a cada dia. A Airbus, e outras empresas, tem em vista aviões de carreira eletricamente acionados e híbridos de até 20 lugares. Como bem atestam os carros elétricos existentes, as baterias atuais de íons de lítio oferecem um alcance limitado e podem se mostrar temperamentais – apresentam uma tendência perturbadora de se incendiarem quando superaquecidas. Esse fato explosivo foi evitado pelo Solar Impulse 2, mas o isolamento excessivo fez a temperatura atingir picos em partes de suas baterias suficientes para causar danos permanentes.

A equipe disse na semana passada que, em razão dos reparos e modificações, o avião permanecerá no Havaí até o fim do primeiro trimestre de 2016. Bertrand Piccard e André Borschberg, os dois pilotos que estão se revezando para conduzir o avião de um só assento, poderão então prosseguir sua jornada para os EUA e depois voltar, via Europa, para Abu Dabi, de onde decolaram em março.




fonte: O Estado de S.Paulo


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