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Neeleman diz que poderá usar crédito do BNDES na TAP


O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)poderá financiar futuros investimentos na aérea portuguesa TAP, afirmou em Lisboa, o empresário David Neeleman, sócio do consórcio Gateway, que comprou a TAP,e da empresa aérea Azul.

O empresário negou que o banco de desenvolvimento possa ser sócio na aérea, como foi divulgado na semana passada pela imprensa portuguesa, mas reafirmou que o governo brasileiro apoia a compra da TAP. “Visito muito Brasília e o BNDES financiou a compra das nossas aeronaves Embraer. Eles nos perguntaram o que poderiam fazer. E poderiam fazer o financiamento”, disse Neeleman. “Mas só seria financiamento. Não é como acionista. Tomar o controle da TAP é bobagem”, completou.

Neeleman confirmou, no entanto, que pode utilizar uma linha do BNDES. “A gente pode usar. Eles querem ajudar porque a TAP é importante para o Brasil”, disse. “Quando estou em Brasília, todo mundo quer falar da TAP.Quando o vice-presidente do Brasil esteve aqui, ele falou que o governo poderia estar ajudando (no processo de privatização)”, completou.

O empresário comentou que os processos do BNDES são para horizontes mais longos. “O processo deles demora um pouco mais. No futuro, vamos falar com eles sobre os requisitos que precisamos e vamos ver onde podemos usar (o crédito do BNDES) no futuro”, disse.

Procurado, o BNDES não comentou. Fontes próximas ao banco, no entanto, disseram ao Estado que está descartada a compra de uma participação no consórcio Gateway e que o financiamento ao negócio só seria possível por meio de compra de aviões da Embraer pela TAP.

O BNDES tem linha de crédito disponível para a compra de aviões nacionais por empresas brasileiras ou estrangeiras, recursos utilizados basicamente pelos clientes da Embraer.

O plano de renovação da frota apresentado ontem por Neeleman, no entanto, não prevê a compra de aviões da Embraer, mas modelos da Airbus. “Na Azul, temos a maior frota de Embraer do mundo. Mas o que é bom para o Brasil talvez não seja bom para a Europa”, disse.

Os modelos da Embraer poderiam ser usados para renovar a frota da Portugália, braço regional da TAP. “A empresa tem uma frota bem velha. Temos de tomar uma decisão sobre isso. Vamos ver o que é melhor e decidir depois”, disse Neeleman.

Apoio. Desde 2012, quando o governo português decidiu relançar a privatização da TAP, diversos políticos do país se reuniram com representantes do governo brasileiro e das empresas nacionais para pedir a participação do Brasil na privatização da TAP. Em junho de 2013, o então ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, disse, em Lisboa, que o BNDES poderia “ajudar” as empresas brasileiras a comprar a TAP.

A intenção do governo era oferecer a linha de crédito para internacionalização de empresas brasileiras à Azul para financiar a compra da TAP. A linha de crédito, no entanto, não vale mais, apurou o Estado ¬com uma fonte próxima ao BNDES. O motivo é que, em vez de usar a Azul para comprar a TAP, Neeleman fechou a compra da empresa portuguesa por meio do consórcio Gateway,que tem como sócio majoritário o empresário português Humberto Pedrosa, dono do grupo de transporte Barraqueiro. “A operação não se enquadra mais na linha de internacionalização do BNDES. A única alternativa de crédito viável para eles no BNDES era financiar aviões da Embraer”, disse uma fonte próxima ao banco.

● Frota
53 é o número de aviões que a TAP pretende comprar da Airbus
16 é o número de aviões na frota da Portugália, subsidiária de voos regionais da TAP




fonte: O Estado de S.Paulo
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