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Disputa acirrada com Ceará e Pernambuco

Especialistas apontam que a grande vantagem do aeroporto de Natal, sobre os de Fortaleza (foto) e Recife, é a disponibilidade de grande área para expansão

Durante os próximos seis meses, a disputa pelo investimento da TAM deve acirrar os ânimos entre Rio Grande do Norte, Ceará e Pernambuco. Há fatores que pesam contra e a favor a todas as cidades.

Um dos pontos importantes, ressalta o secretário estadual de Turismo do RN, Ruy Gaspar, é o Produto Interno Bruto dos municípios, que está atrelado à capacidade de produção. O PIB anual de Natal é de R$ 12 bilhões. Em Recife, a geração chega a R$ 30 bilhões, e em Fortaleza a R$ 42 bilhões.

“Isso quer dizer que eles têm muito mais gente que possa fazer o exportativo, que possa viajar. Mas ouvindo a própria presidente da TAM (Cláuda Sender) que citou cidades que não existiam no mundo, como Dubai e Panamá, passaram a ser hub e hoje movimentam tudo, é o que mais me anima. O hub é o que movimenta a cidade e faz com que tudo cresça”, avalia Gaspar.

Entretanto, para garantir o desenvolvimento o RN precisa correr e sanar falhas antigas: infraestrutura, incentivo fiscal e mão de obra qualificada, o que garante um ambiente favorável para a constituição de novos negócios. Dois grandes investimentos já foram perdidos pela falha nos três pilares: a refinaria de petróleo, que foi para para Pernambuco, e a Transnordestina. O RN é o único estado da região a não integrar a ferrovia.

No caso dos incentivos fiscais, a desoneração do ICMS da aviação, concedido em fevereiro e aplicado desde 1º de abril, ainda não trouxe todos os efeitos esperados. Neste aspecto, o Ceará largou na frente: o benefício que reduziu o ICMS de 30% para 12% no estado está em validade desde 2013, e também valia para a produção de peças, instrumentos aeronáuticos e simuladores de vôo. Pernambuco só concedeu a desoneração do combustível no final de abril.

Além disso, os estados de Ceará e Pernambuco também já possuem um turismo consolidado, são referência no cenário nacional de vendas. Na última pesquisa do Trip Advisor para as férias de julho, Fortaleza ainda está acima de Natal enquanto destino – embora os preços da capital potiguar para alimentação e hotelaria estejam mais em conta, a cidade perde em competitividade pelo preço da passagem aérea.

Também pesa contra o RN a balança comercial e os produtos exportados. No estado potiguar, a exportação é concentrada em commodities (60% são frutas, 35% peixes e 5% produtos variados, como tecidos). A média de exportação processada no terminal de cargas do aeroporto é de 600 toneladas/mês. A balança comercial do estado ficou em US$72 milhões no primeiro quadrimestre de 2015.

Enquanto isso, Pernambuco dispara nas exportações: de acordo com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), Recife movimentou 1,7 mil toneladas no mês de abril. Entre janeiro e abril de 2015, as exportações somaram US$ 182 milhões, segundo a Secretaria Nacional de Comércio Exterior. Já Fortaleza registrou 592 toneladas processadas pelo terminal de cargas.Ambos os estados têm a seu favor estruturas portuárias consolidadas e uma balança de exportações mais diversa.

Para Elisângela Meireles, coordenadora do curso de Comércio Exterior do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), um fator de competitividade para o RN é a capacidade de expansão do aeroporto. O terminal de cargas do ASGA tem capacidade de processamento de cargas dos 10 mil toneladas para 40 mil toneladas. “Também é o único aeroporto a ter a pista capaz de receber o A380, que pode escoar cargas e passageiros”, salienta Elisângela.




fonte: Tribuna do Norte - RN

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