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Bioquerosene para aviação em consulta pública


O chamado Plano de Ação para a Plataforma Mineira de Bioquerosene para Aviação foi colocado em consulta pública pelo governo do Estado. Na prática, a ideia é ouvir a sociedade sobre a implementação da cadeia de produção do biocombustível. O esperado é começar a fabricação comercial entre o segundo semestre de 2016 e o primeiro de 2017 em Minas Gerais. Duas empresas já estão em tratativas para implantação de biorrefinarias que ficarão responsáveis pelo processo tendo como insumo principal a macaúba.

A consulta pública será feita até o dia 1º de julho e servirá como referência para a implantação de ações de estímulo por parte do governo do Estado. O incentivo ao refino do biocombustível tem uma série de objetivos.

O primeiro deles é estimular toda uma cadeia produtiva que se inicia no agronegócio, com a plantação da macaúba, e termina no refino propriamente dito do bioquerosene. A outra intenção é colaborar com a queda na emissão de gases que comprometem o meio ambiente, ao mesmo tempo em que o Estado poderá conquistar um mercado em expansão no mundo.

Segundo o superintendente de Planejamento, Integração e Financiamento ao Investimento da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), Thiago Almeida, no início, as biorrefinarias poderão utilizar a macaúba associada a outras oleaginosas. Isso porque ainda há necessidade de expandir e organizar o cultivo da planta, que se destaca hoje em cidades como Dores do Indaiá, no Centro-Oeste mineiro, e João Pinheiro, no Noroeste de Minas.

Inaes - No momento, uma série de instituições de ensino está estudando o ciclo da planta que é nativa do Cerrado e ainda não tem cultivo comercial em Minas. Segundo o superintendente do Instituto Antônio Ernesto de Salvo (Inaes), braço de pesquisa da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Pierre Vilela, é um grande desafio o estímulo a essa produção.

" uma planta que precisa ser dominada ainda.  preciso entender a genética para saber o rendimento e a previsibilidade da produção. Só com essa segurança o produtor vai querer investir nessa planta", afirma.

Almeida explica que o Estado tem noção dessa dificuldade no cultivo da matéria-prima, por isso será permitida a utilização de outras plantas para complementar. Mas o foco é a macaúba.

"Ao utilizar a planta nativa, vamos estimular o extrativismo local. O pequeno produtor pode utilizar a palmeira para o reflorestamento. Isso sem contar que há o estímulo à inovação tecnológica atrelada a um produto genuinamente mineiro", ressalta.

Apesar de ainda estar em discussão, o projeto de produzir bioquerosene para aviação em Minas já atrai a atenção de investidores. Por enquanto, duas empresas já estão negociando junto ao governo do Estado a implantação de biorrefinarias. O processo deverá ser fechado em pouco tempo levando-se em conta o objetivo de já ter a fabricação viável comercialmente até meados de 2017.

Após a consulta pública, serão feitos estudos de viabilidade para avaliação de questões como a melhor região para a realização do investimento e os custos envolvidos no processo. Pode ser que o melhor caminho seja criar um Arranjo Produtivo Local (APL), possibilidade também em análise.




fonte: Diário do Comércio - MG   /   Por: Tatiana Lagôa

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