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Setor aéreo vê receita em queda e pior ano desde 2012


As companhias aéreas brasileiras vão ter este ano faturamento estagnado em relação a 2014, ou mesmo queda de receita, se a atividade econômica não der sinais de recuperação até julho, prevê a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), que reúne TAM, Gol, Azul e Avianca.

Em 2014, TAM e Gol faturaram juntas R$ 26 bilhões. Azul e Avianca não divulgaram balanços do ano passado. Em todo 2013, com dados das quatro aéreas, a receita do setor somou R$ 31,3 bilhões, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), 16,6% mais que em 2012.

“Por enquanto, as taxas de ocupação ainda não estão caindo fortemente. Mas se isso começar a ocorrer, o cenário será preocupante”, afirmou o presidente da Abear, Eduardo Sanovicz. “Esse é o pior ano do setor desde 2012”.

Dados da associação mostram que a demanda no transporte aéreo doméstico teve em março o terceiro mês seguido de retração. O avanço de 3,01% ficou abaixo dos 4,1%, de fevereiro, e dos 9,1%, de janeiro. A oferta subiu 3,3% e a taxa de ocupação recuou 0,19 ponto percentual, a 77,46%.

Segundo o presidente da Abear, a queda da taxa de ocupação seria maior se as companhias brasileiras não tivessem praticado uma política de tarifas mais agressiva de promoções. “Temos relatos de agências que estão praticando preços até 20% menores”, disse Sanovicz, citando dados da Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp), que mostrou queda de 8,5% na tarifa média do bilhete aéreo vendido a empresas, no primeiro trimestre deste ano ante igual período de 2014.

“A verdade é que o passageiro corporativo está desaparecendo. Os aviões estão hoje com mais passageiro de lazer, que pagam menos pelo bilhete”, disse Sanovicz. Tradicionalmente, cerca de 60% da receita em voos domésticos é gerada por viagens corporativas. A Abear afirma que, neste ano, os passageiros de lazer somam pouco mais de 50% dos assentos.

As quatro aéreas brasileiras transportaram em março 7,7 milhões de pessoas, 2,6% mais que em março de 2014. A TAM liderou o mercado, com 37,8% da demanda; seguida por Gol (34,5%), Azul (i8%), e Avianca (9,796).

No segmento internacional, as aéreas brasileiras estão vendendo mais, mas também enfrentam um fator de incerteza - o dólar.

Segundo os dados das três empresas brasileiras que fazem voos internacionais - TAM, Gol e Azul -, a quantidade de passageiros transportados nessas rotas cresceu 8,7%, totalizando 568,2 mil pessoas. Mas em termos de passageiros-quilômetros transportados, indicador conhecido como RPK, que mostra a demanda de acordo com os trechos voados, o avanço foi menor, de 4,4%.

“Quando a quantidade de passageiros cresce mais que o número do RPK, isso quer dizer que mais gente está viajando menos quilômetros”, disse o consultor Mauricio Emboada. “Na média, trechos longos estão sendo trocados por trechos curtos, e isso tem relação com o câmbio”.



fonte: Valor Econômico
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