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Gol e Delta cogitam expansão da parceria


No dia em que Gol e Delta Air Lines comemoraram três anos de sociedade - em 2012, a companhia americana assumiu 3% do capital da Gol -, as duas empresas indicaram que há potencial para ampliar a parceria. Entre as alternativas abordadas pelo diretor da aérea de Atlanta, Luciano Macagno, e pelo diretor de relações institucionais da brasileira, Alberto Fajerman, estão a possibilidade de uma joint venture - por meio de uma operação conjunta das duas para voos Brasil e Estados Unidos - e acordo operacional no transporte de cargas.

Os dois executivos disseram que ainda não há plano formal em andamento para criação de joint venture ou para integrar o transporte de cargas. Mas ambos reconheceram que há potenciais possibilidades. “Uma joint venture entra no campo das possibilidade a partir da implantação total do acordo de ‘céus abertos” [conceito que define a abertura do mercado para empresas estrangeiras operarem voos internos], disse Fajerman. “A Delta tem acordos desse tipo, por exemplo, com a Air France-KLM, para operar rotas com a Europa”, disse Macagno.

Os governos do Brasil e dos Estados Unidos assinaram um acordo de ‘céus abertos’ em 2011. A partir de outubro, o programa entra em sua última etapa, que flexibiliza totalmente o acesso das aéreas americanas e brasileiras às rotas que ligam os dois países.

Fajerman disse que o acordo assinado com a Delta há três anos foi um marco na estratégia internacional da Gol. Segundo ele, 30% do tráfego da Delta gerado no Brasil hoje é de passageiros captados pela aérea brasileira.

“O Brasil é nosso quarto maior mercado no mundo por causa da Gol”, afirmou Macagno, da Delta.

As receitas da Gol geradas nas rotas compartilhadas com a Delta cresceram 8o% em três anos. Atualmente, 12% do faturamento da companhia, de R$ 10 bilhões em 2014, são provenientes de voos internacionais ou acordos com aéreas estrangeiras. A meta da Gol é elevar essa fatia para i8% até 2017.

O diretor da Delta disse que a decisão de cortar em 15% a oferta de capacidade para o Brasil este ano não vai afetar a parceria com a Goi. “Serão ajustes marginais, em detalhes, como reduzir uma ou outra frequência”, disse Macagno. “No Rio de Janeiro, por exemplo, vamos ampliar a oferta em 20% porque teremos uma aeronave maior nessa rota a partir de junho”, disse.

A Delta informou neste mês que vai reduzir a oferta nas rotas internacionais em 3% para amenizar o efeito negativo da depreciação de várias moedas ante o dólar, evento que reduziu a receita nos voos internacionais.

Os executivos da Gol e da Delta enxergam outras alternativas de potenciais oportunidades para aproveitar a sociedade, caso do setor de transporte de cargas. “Na medida em que temos uma malha trabalhada de forma harmônica, há possibilidades nesse setor”, disse o diretor da Delta.

Ontem, a Gollog, unidade de transporte de cargas da Gol, anunciou acordo com a Air France-KLM para venda de serviços de carga. Como a Delta, a empresa europeia é sócia da Gol, com i,% do capital da empresa.

Em 2014, a Gol faturou R$ 1,2 bilhão em cargas, 12% da receita da companhia. A Delta faturou US$ 934 milhões nesse segmento, ou 2,3% do faturamento.



fonte: Valor Econômico
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