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Argentinos querem 100% das ações

A empresa argentina Corporación America, acionista da Concessionária Inframerica, confirmou que existem negociações avançadas para que compre 100% da participação societária da Engevix nos Aeroportos de Brasília e São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte. A brasileira Engevix e a Corporacion America são detentoras, atualmente, de 50% das ações cada uma. 

A Corporación America não detalhou os valores das propostas enviadas à sócia, tampouco o que irá mudar na gestão dos aeroportos caso a negociação seja efetuada. Ontem, o jornal argentino Clarín publicou que Corporación America quer comprar a Engevix não somente pelo momento oportuno financeiramente, mas para zelar a imagem da empresa argentina.Nenhum dos órgãos controladores das negociações comerciais e da operacionalização dos aeroportos brasileiros havia recebido, até o final da tarde de ontem, pedido para validação da negociação. A possibilidade de colocação à venda de parte dos ativos pertencentes à Engevix começou a ser noticiada pela imprensa nacional e estrangeira no final do ano passado, quando um dos diretores da empresa foi preso em decorrência da Operação Lava Jato e o mercado credor se fechou aos negócios da companhia. Hoje, as dívidas da Engevix superam R$ 1,5 bilhão. O jornal Estado de São Paulo publicou ontem que a venda das ações da Engevix à Corporación America deverão levantar aproximadamente R$ 400 milhões.

Em nota encaminhada à TRIBUNA DO NORTE, a diretora de Comunicação da Corporación America, Carolina Barros, argumentou que estava impossibilitada de ampliar o detalhamento das negociações por “causa das cláusulas confidenciais”. Ela reiterou, porém, o que havia dito aos jornais Clarín, da Argentina, e ao brasileiro Estado de São Paulo, que “aguarda a aprovação das agências estatais brasileiras, como Anac e Cade”, para a oficialização da compra. 

Carolina Barros informou ainda que não seria possível comentar valores da operação em decorrência do contrato de confidencialidade assinado entre as empresas sócias. A assessoria de imprensa da Concessionária Inframerica disse, somente, “que existe um acordo de entendimento em andamento”, sem aprofundar qualquer outra informação sobre o assunto. A Inframerica opera, no Brasil, o segundo aeroporto mais movimentado do país, o de Brasília; e o primeiro integralmente construído e gerido pela iniciativa privada, o aeroporto Governador Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte.

Autorizações
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), ligados à Presidência da República, deverão acompanhar a negociação, que só será efetivada com suas respectivas aprovações. Desde 2006, a Engevix assinou contratos de financiamento de obras diversas com o BNDES da ordem de R$ 800 milhões. 

Em nota, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica informou que “o ato que torna público que uma dada operação está no Cade para análise, é a publicação do edital referente ao ato de concentração no Diário Oficial da União” e que nenhuma publicação relativa ao processo em questão havia sido até então disponibilizada. “Uma vez que a operação seja notificada, as implicações e aspectos concorrenciais serão devidamente analisados pela autarquia”, informou a Assessoria de Comunicação do Cade.

No âmbito da Anac, quaisquer alterações no controle dos concessionários deve ser previamente comunicada e avaliada pelo órgão federal. “O trâmite envolve o recebimento da solicitação, a análise e a avaliação do pedido, em observância aos termos aplicáveis do contrato de concessão e seus anexos, bem como os termos do edital do leilão e seus anexos”, esclareceu a Anac. A Assessoria de Imprensa da Agência complementou que, “até o momento, não recebemos nenhuma comunicação sobre o assunto”. 

Participação societária
Caso a negociação entre a Corporación America e a Engevix seja aprovada pelos órgãos de controle brasileiros, a Inframerica passará a gerir os aeroportos de Brasília e de São Gonçalo do Amarante com 100% das ações. A participação se divide da seguinte forma, atualmente:

Aeroporto de Brasília
51% - Concessionária Inframerica (Corporación America e Engevix)
49% - Infraero

Aeroporto de Natal
50% - Corporación America
50% - Engevix

Dívida
Desde que foi citada na Operação Lava Jato, que apura um esquema de corrupção bilionário na Petrobras, as ações da Engevix despencaram e o mercado credor se fechou à empresa. O débito da construtora é bilionário atualmente.
R$ 1,5 bilhão é o valor estimado das dívidas da Engevix;
R$ 400 milhões deverão ser injetados nos cofres da empresa, caso vendida à Corporación America.






fonte: Tribuna do Norte - RN
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