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Aéreas apelam para promoção


Os consumidores levaram um susto com a escalada do dólar em 2015, que levou a moeda norte-americana para o patamar dos R$ 3. Com isso, as viagens ao exterior, incluindo os gastos com hotéis e passagens, passaram a ser revisadas. Para evitar perder esse viajante, as companhias aéreas intensificaram as promoções e fizeram valer a lei da oferta e demanda, segundo a qual os preços de um produto caem quando a procura por ele é menor. Esses descontos têm possibilitado encontrar passagens aéreas com os mesmos preços, em reais, que os praticados no ano passado, ou até um pouco mais em conta.

Levantamento da agência de turismo Decolar.com mostra que houve uma queda significativa em diversos trechos internacionais. Levando em conta as aquisições feitas em meados de abril, a redução do preço, em dólares, chega a 40%. Isso ajuda a amenizar a valorização da moeda norte-americana no período, que é de cerca de 35% em 12 meses, e a atrair compradores, principalmente na baixa temporada.

A queda foi verificada em um dos trechos mais demandados pelos brasileiros: São Paulo-Miami. Neste itinerário, o preço passou de US$ 750,74 para US$ 450,94. Há outros destinos com reduções significativas também, como Paris (com queda de 22%) e Bariloche (15% mais em conta). Trechos mais próximos registraram uma retração menor. É o caso de Buenos Aires, em que a redução foi de apenas 8%. Todos esses destinos têm como origem a capital paulista.

A estratégia, segundo analistas, é compreensível, já que nos últimos anos as companhias aéreas aumentaram a sua rentabilidade (o chamado yield). Agora, elas têm espaço para dar alguns descontos e manter o avião cheio, o que ajuda a reduzir os custos fixos.

“Há gordura para queimar. Há um espaço para promoções por conta do nível de preço, que se elevou nos últimos anos. Mesmo com as promoções, as companhias devem conseguir manter as margens de ganho”, explica Mario Bernardes Junior, analista da BB Investimentos, lembrando ainda que a taxa de ocupação está subindo. “A companhia pode perder um pouco no yield, mas a tarifa barata faz ganhar em ocupação, e, no final, a margem se mantém”, completou.

No caso da Gol, que tem uma parcela de seus voos destinada ao mercado internacional, Bernardes calcula que a rentabilidade, o yield, passou de R$ 0,19 em 2011 para aproximadamente R$ 0,27 no ano passado. O analista explica que parte desse ganho está atrelada justamente aos trechos operados para o exterior, que são mais lucrativos, já que a carga de impostos sobre o combustível é menor.

E se parte dos custos das companhias está vinculada ao dólar, como combustível, leasing e seguros, outra parcela importante, de cerca de 40%, está atrelada às variações de preço do querosene de aviação. Este acumula uma queda de quase 40% em 12 meses. As companhias preferem não comentar as estratégias de promoção e o efeito nas margens. Para a Gol, há um esforço em oferecer tarifas competitivas. “Está no DNA da empresa e, com isso, oferecer mais acesso e estimular o mercado”, informou a aérea por meio de nota.

Já a Tam afirmou que o ano de 2015 será desafiador e que manterá o foco em rentabilidade. Mas, ao mesmo tempo, admitiu a possibilidade de fazer ajustes em suas tarifas, conforme a demanda. “Isso permite à empresa continuar a oferecer tarifas ao mesmo tempo atraentes para o consumidor e rentáveis para a empresa”, afirmou em nota. A companhia, nas últimas semanas, chegou a ofertar assentos para destinos nos Estados Unidos e na Europa abaixo dos R$ 2.000.

O professor Paulo Vicente dos Santos Alves, da Fundação Dom Cabral, afirma que esses descontos também são necessários porque, diferentemente de outras indústrias, na aviação não é possível aumentar ou reduzir a oferta com rapidez. “É algo que não se estoca. Não é como o varejo. Então a gestão do preço não é feita pelo estoque ou pela capacidade de produção, e sim pela demanda”, explica o professor, acrescentando que a rede hoteleira adota uma estratégia semelhante.

Câmbio
Variação no ano. Ainda que, em abril, o dólar comercial tenha registrado uma queda significativa – 5,61% –, no ano ainda se mantém com valorização com relação ao real de 13,19%.

Confira os preços

BH para Portugal
Pela TAP, partindo no dia 02 de agosto e voltando no dia 16 de agosto: R$ 2.243 (pelo dólar de sexta-feira)

BH para Miami (EUA)
Pela companhia Tam, partida dia 01 de agosto e volta no dia 15 de agosto. Escala em São Paulo: R$ 1.497 (considerando a cotação do dólar de sexta-feira)





fonte: O Tempo - MG / decolar.com
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