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Argentino vai presidir consórcio do aeroporto

O consórcio Inframérica, que opera os aeroportos de Brasília e São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte, anunciou ontem o argentino José Luis Menghini como novo presidente, a partir de 1º de maio. Ele substitui Alysson Paolinelli, que estava há quase um ano e meio no cargo e sai “para assumir novos desafios profissionais no exterior”.
A mudança ocorre em meio às negociações da Engevix para vender a fatia de 50% que detém no consórcio – a outra metade é da argentina Corporación América. A construtora brasileira pôs à venda a participação após ser envolvida na Operação Lava Jato, que investiga corrupção na Petrobras com presença de empreiteiras e políticos. 

O Inframérica não confirmou se a escolha de um presidente argentino têm relação com a possível saída da construtora brasileira do negócio.

Paolinelli, que deixa a presidência no dia 30 de abril, ocupou o posto em outubro de 2013 com a tarefa de entregar a nova infraestrutura dos aeroportos de Brasília e Natal para a Copa do Mundo.

Sua saída, segundo o Inframérica, foi previamente negociada com os acionistas do consórcio.

“Ele deixa o cargo com números de crescimento positivos em ambos os aeroportos. No primeiro trimestre deste ano, Natal cresceu 13% e Brasília 8%, em comparação com o mesmo período do ano passado”, informou o consórcio, em nota. 

Venda

Questionada sobre o estágio das negociações para venda de sua participação no Inframérica, a Engevix limitou-se a dizer que “há interesse do mercado pelo ativo, mas nada definido”. 

A construtora não detalhou se os interessados são brasileiros ou estrangeiros. Também não informou oficialmente à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) que pôs sua fatia à venda. “Atualmente não há nenhuma solicitação desse tipo para o consórcio Inframérica”, garantiu a Agência, ontem, informando que foi comunicada apenas sobre a mudança de presidente.

A Anac ressaltou que o contrato de concessão dos aeroportos prevê que qualquer transferência de controle da concessionária precisa de anuência prévia da Agência. O trâmite envolve o recebimento da solicitação, a análise e a avaliação do pedido.

Em entrevista publicada em fevereiro na versão em português do jornal argentino “Clarín”, o presidente da Corporación América, Eduardo Eurnekian, afirmou ter três candidatos para comprar a participação da Engevix no consórcio. “Estamos conversando com um fundo de investimento, um banco e um empresário do setor de logística”, disse, na reportagem.

Já em março, a diretora de relações internacionais e assuntos públicos da Corporación América, Carolina Barros, não fez qualquer avaliação sobre os aeroportos, sobre investimentos previstos nem sobre o futuro do Inframérica, mas afirmou à TRIBUNA DO NORTE que a participação da Corporación nele não está à venda.

O grupo argentino se apresenta como maior operador aeroportuário do mundo, com 53 aeroportos sob sua administração. No Brasil, eles aportaram no setor por meio dos aeroportos de São Gonçalo do Amarante e Brasília. A concessão potiguar, dividida meio a meio com a Engevix, foi arrematada em 2011, no primeiro leilão para conceder um aeroporto à iniciativa privada no Brasil. Em Brasília, o Inframérica ficou com 51% e a estatal Infraero com 49%

MUDANÇA

Saiba mais sobre o ex e o novo presidente do Inframérica:

Quem sai

O engenheiro Alysson Paolinelli assumiu a presidência do consórcio em outubro de 2013. Sob seu comando, a Inframerica modernizou os aeroportos e afirma ter melhorado a qualidade dos serviços oferecidos aos passageiros. O aeroporto de Brasília alcançou o 2º lugar como o terminal mais movimentado do país e o 3º em movimentação internacional. Além disso, a capacidade de pista tornou-se a maior do Brasil. Hoje o aeroporto pode receber um voo por minuto. O do Rio Grande do Norte, afirma o Inframérica, conquistou novos voos e “um crescimento expressivo” quando comparado às condições do antigo terminal potiguar. 

Quem entra

Quem assume a presidência é José Luis Menghini. O executivo possui histórico internacional no desenvolvimento de negócios, administração e construção de projetos, além de experiência em grandes empresas. Foi vice-presidente e membro da diretoria da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB), diretor do Sindicato de Energia Eólica do Rio Grande do Sul, e membro do Comitê da Presidência da Abimaq/Sindimaq e do Comitê de Fabricantes de Equipamentos Eólicos da Abimaq/Sindimaq. Ocupou, também, o posto de vice-presidente da Impsa, do setor de energia, e cargos executivos na Acindar (atual Arcelor Mittal), Techint Group, Positron Systems Inc. e JMF Cranes Inc.




fonte: Tribuna do Norte - RN
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