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Passageiros de primeira classe terão prioridade na aterrissagem: saiam da frente, plebeus!

Aqueles que viajam nas poltronas mais luxuosas das empresas aéreas têm a expectativa de serem entregues imediatamente aos seus assentos reclináveis de luxo. Limousines até o aeroporto, confortáveis salas de embarque para aguardar os preparativos da aeronave, e nada daquelas filas inconvenientes para passar pela segurança - cada possível fator de irritação é afastado. Mas, ao menos depois da decolagem, não há como nossos superiores possam furar a fila. Quando temos que esperar autorização para aterrissar em Londres, eles são obrigados a aguardar conosco.

Ao menos por enquanto. Falando numa palestra na Academia Real de Engenharia, noticiada pelo Sunday Times, Richard Deakin, diretor do Serviço Nacional de Tráfego Aéreo da Grã-Bretanha, trouxe alguma esperança para os passageiros aéreos VIPs. Deakin revelou que no futuro as empresas aéreas podem vir a solicitar que os aviões com maior número de passageiros de primeira classe ou classe executiva recebam prioridade de pouso.

Esse critério só poderia ser aplicado entre os aviões de uma mesma empresa - de modo que a British Airways poderia fazer o voo vindo de Hong Kong pousar antes daquele vindo de Ibiza, mas não antes do voo mais barato de uma rival. Mas, para muitos, o abandono da regra tradicional de atendimento por ordem de chegada no pouso dos aeroportos mais movimentados será visto como mais um sofrimento nos torturantes voos de classe econômica.

Ainda assim, embora esse resultado pareça pouco atraente, há um motivo mais lógico para dar às empresas aéreas a capacidade de organizar seus voos no ar. Deakin disse que as empresas aéreas também poderiam optar por dar prioridade a voos com muitos passageiros em conexão. Isso faz sentido, especialmente quando os voos estiverem atrasados. Não há sensação pior do que perceber que seu voo de conexão está prestes a partir quando ainda estamos a meio continente do destino final.

Entre as outras ideias apresentadas por Deakin estava a possibilidade de os aviões passarem a voar em formação em até 30 anos para reduzir o atrito aerodinâmico, como uma revoada de pássaros. Em 50 anos, prosseguiu ele, teremos viagens hipersônicas, com aviões alcançando altitudes de 30 mil metros e os executivos viajando de Londres a Sidney num só dia, ida e volta. Tudo isso será possibilitado por um controle de tráfego aéreo mais preciso. Parece que o futuro das viagens aéreas é um território animador e desconhecido. Talvez a única coisa que possamos afirmar com certeza é que, para os encarregados de planejar esse futuro, o conforto das pobres almas no fundo da aeronave não será uma prioridade.



fonte: O Estado de S.Paulo
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