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United Airlines processa site que ajuda a achar passagem barata


A United Airlines e a agência Orbitz Worldwide foram à Justiça contra o website Skiplagged.com, que ajuda os consumidores a encontrar bilhetes baratos em voos com conexões, um sistema chamado de “cidade oculta”. Com ele, uma pessoa que deseja, por exemplo, ir do Rio para São Paulo pode encontrar uma passagem para Cuiabá com conexão na capital paulista com preço melhor que na ponte aérea.

“De forma simplificada, o passageiro compra um tíquete da cidade A para a cidade B e então para a cidade C, mas não viaja a partir da cidade B”, apontaram as companhias no processo, aberto numa corte federal de Chicago. “O sistema de ‘cidade oculta’ é estritamente proibido pela maioria das linhas aéreas por questão de logística e segurança do público.” As queixosas afirmaram ainda que o fundador do Skiplagged.com, Aktarer Zaman, levou a cabo uma interferência “intencional e maliciosa” nas relações do setor de companhias aéreas “ao promover formas proibidas de viajar”. Zaman não comentou o assunto.

Entre os problemas apontados pela United está a impossibilidade de contar os passageiros, o que pode causar atrasos nos voos e afetar as informações sobre a carga de combustível. Mas esta estratégia já é usada por centenas pessoas que voam com frequência, mas as companhias aéreas não conseguem detectá-los, diz Randy Petersen, publisher da revista InsideFlyer. Se conseguissem, congelariam os cartões de fidelidade e as pontuações obtidas por esses clientes, afirma, lembrando que se trata de uma disputa antiga.

Em seu site, a American Airlines avisa agentes de viagem que pode elevar as tarifas se continuar perdendo dinheiro com a prática. “Comprar um bilhete para um ponto além do verdadeiro destino e sair da aeronave na conexão é antiético”, diz a companhia, que não se envolveu no processo judicial.

Adeptos da estratégia da “cidade oculta” defendem que pagaram que pelo serviço e, assim, tem direito a ele, da mesma forma que podem comprar um saco de batatas fritas e não comê-lo inteiro, se não quiserem. As aéreas argumentam que a prática tira uma vantagem ilegal do sistema usado pelas companhias para estabelecer preços e dizem que podem cancelar bilhetes nestes casos.

— O uso da “cidade oculta” pode economizar muito dinheiro, e as aéreas não querem promover, permitir ou fazer vista grossa para práticas que podem prejudicar o sistema — diz Petersen, estimando que um bilhete de US$ 1.200 pode sair por US$ 800.



fonte: O Globo
foto: Andrew Compolo
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