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Delta busca dar mais peso ao Brasil

https://www.facebook.com/pages/InfoAviacao/183471105025270

A Delta Airlines, segunda maior companhia aérea do mundo, vai aumentar o peso do Brasil no balanço da empresa, da atual posição entre os dez mais relevantes, para se tornar um de seus quatro mercados que mais geram faturamento. "O Brasil é chave para nossa estratégia de crescimento na América Latina e uma das principais iniciativas globais da Delta", disse o diretor geral da Delta no país, Luciano Macagno.

A Delta opera hoje 42 voos semanais de ida e volta, sem parar, entre Brasil e Estados Unidos, incluindo Atlanta (duas vezes por dia), Detroit, Nova York-JFK a São Paulo, e também de Atlanta ao Rio de Janeiro e Brasilia. A American Airlines faz 121 voos semanais e a Copa tem 74.

O executivo diz que a demanda de brasileiros voando em rotas internacionais e de estrangeiros viajando para destinos no país vai ser incrementada por dois vetores: um estrutural, o tamanho da economia; e outro conjuntural, a realização da Copa do Mundo de Futebol Fifa. "O Brasil possui um dos maiores mercados de venda de passagens no mundo inteiro", disse.

Para o executivo da Delta, a Copa vai chamar atenção para o país. "Este é um evento gigantesco que aumentará o tráfego no Brasil", disse Macagno. "Além da Copa, a Olimpíada de 2016 também dará destaque ao Brasil diante dos outros países". Segundo ele, a demanda não encolheu por causa do evento; pelo contrário, as vendas estão mais aquecidas que um ano atrás.

Macagno afirma que a parceria fechada com a Gol em 2011, quando aportou US$ 100 milhões por 1,5% do capital da aérea brasileira, dá vantagem competitiva em relação às concorrentes American Airlines e United. "Com a Gol, criamos um leque de 380 destinos em mais de 65 países. Isso atende 99% de toda a demanda dos clientes brasileiros e americanos entre os dois países".

No balanço da Delta referente ao primeiro trimestre de 2014, a América Latina gerou receitas de US$ 655 milhões, ou 10,5% dos US$ 3,734 bilhões que a companhia faturou em todas as rotas, excetuando as regionais americanas. Essa receita foi 18,9% maior que a do primeiro trimestre de 2013. Levando em conta todo o balanço, a Delta fechou o trimestre com receita operacional de US$ 8,9 bilhões, 5% mais que em 2013, e lucro de US$ 213 milhões.

O diretor geral da Delta no país afirma que a frequência com que os brasileiros viajam é ainda menos da metade do que a registrada nos países do hemisfério norte, mesmo após o rápido crescimento da última década - quando a demanda doméstica triplicou para quase 100 milhões de passageiros entre 2003 e 2013. Mas ele vê potencial a ser explorado. "Como a economia brasileira continua a crescer, também surgiram mais oportunidades de negócios com companhias americanas e isso aumentou a demanda no crescimento do tráfego aéreo", disse.

Sobre a concorrência que inclui American Airlines, United, além da panamenha Copa Airlines e da Latam, ele repete a estratégia de se apoiar na parceria com a Gol como instrumento de vantagens competitivas. "Os grupos comerciais da Delta e da Gol cumpriram os objetivos imediatos propostos em 2011. Expandimos o acordo de codeshare, fornecemos benefícios adicionais aos clientes fiéis da companhia, e aperfeiçoamos a experiência nos aeroportos".

O diretor geral da Delta ressaltou que a Delta não tem intenções de aumentar os investimentos no capital da Gol, mas vai fortalecer a parceria com a companhia brasileira. "Através de nossa aliança iremos oferecer uma experiência aos passageiros que vierem ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, onde agora estamos localizados no Terminal 2".
 
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fonte: Valor Econômico
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