AEROPORTOS


AVIAÇÃO EXECUTIVA

AVIAÇÃO COMERCIAL

AVIAÇÃO MILITAR

    Gol recebe avião histórico da Boeing

    A Boeing entregou à companhia aérea brasileira Gol, no último mês de dezembro, a unidade número 3.133 do seu modelo 737 Next Generation. Com isso, a fabricante americana de aviões atingiu em apenas 12 anos o número de unidades fabricadas em todas as linhas anteriores do 737, que duraram 32 anos, informou a empresa nesta segunda-feira.

    No dia 23 de dezembro, a Gol recebeu duas unidades do 737-800. Atualmente, segundo a Boeing, sua fábrica em Renton, no Estado americano de Washington, tem a capacidade de produzir 31 unidades do 737 por mês. Os funcionários da empresa agora montam um avião desta linha em dez dias ante os 22 dias exigidos nas versões anteriores.

    De acordo com a fabricante, os 737 Nex Generation são usados por 121 companhias aéreas, são mais leves, consomem menos combustível, emitem menos poluentes e são mais econômicos de operar e manter. A Boeing destaca ainda que o modelo é versátil, sendo usado para fins militares, de vigilância, para uso privado e aviação comercial, nas companhias de baixo custo até aquelas que prestam serviço premium. 
     
     

    Embraer espera encomendas mais fortes neste ano

    CINGAPURA - A fabricante de aviões brasileira Embraer espera que as encomendas de jatos comerciais sejam mais fortes neste ano, em comparação com o ano passado, como afirmou o vice-presidente executivo da empresa, Mauro Kern. No entanto, a Embraer não acredita que a produção e as entregas ganharão força, já que a indústria aérea ainda precisa se recuperar completamente do impacto da crise econômica global.

    "Para a Embraer, 2009 foi um ano de menos entregas em comparação com 2008. Em 2010, nós não prevemos um nível crescente de produção e entregas, mas estamos antecipando um número melhor de encomendas", disse Kern. O executivo, que está em Cingapura para participar o Singapore Airshow, afirmou que em 2009 a Embraer recebeu encomendas para cerca de 30 aviões comerciais.

    A fabricante de aviões prevê demanda para seus jatos na América Latina, no Oriente Médio, na Ásia Europa e na China. "Nós vemos que há demanda para E190 e E195 na China, porque a indústria de transporte aéreo de lá está se desenvolvendo", afirmou Kern. "Em termos dos cancelamentos e adiamentos no mercado que nós vimos (no ano passado), não esperamos ver o mesmo em 2010", disse Kern, acrescentando que a companhia está recebendo um número crescente de consultas sobre encomendas das empresas aéreas.

    O executivo afirmou que a Embraer tinha uma reserva de 265 aviões no fim de 2009, que serão entregues durante quatro ou cinco anos. Segundo Kern, a Embraer vê grande potencial para o mercado brasileiro, conforme as companhias aéreas desenvolvem novas rotas e destinos. "As empresas aéreas agora estão querendo se dedicar a mercados que estavam mal servidos no Brasil", disse.

    Kern também afirmou que o pior da crise para a indústria aérea parece ter passado, mas a recuperação do setor deverá ser "muito lenta". "Eu não vejo o mercado se recuperando completamente neste ano", declarou. O executivo alertou que a possibilidade de outra desaceleração econômica e a atual volatilidade nos preços do petróleo ainda impõem um risco negativo para a indústria aérea. As informações são da Dow Jones.

    Aeroportos britânicos vetam voo de passageiros que recusam scanner

    Autoridades da Grã-Bretanha determinaram que alguns passageiros dos aeroportos de Heathrow e Manchester agora terão que passar, obrigatoriamente, pelo scanner de corpo para embarcar em seus voos.

    "Se um passageiro for escolhido para passar pelo scanner e se recusar, ele não poderá embarcar", afirmou o ministro dos Transportes britânico, Andrew Adonis, em uma declaração enviada à Câmara dos Comuns.

    O ministro afirmou que, no futuro próximo, apenas um pequeno número de passageiros será selecionado para passar pelo scanner de corpo.

    Os dois primeiros scanners foram instalados em Heathrow e Manchester nesta segunda-feira e, até o final de fevereiro, também será instalado um em Birmingham.

    No entanto, as novas regras de segurança para os aeroportos britânicos estão causando polêmica - alguns ativistas reclamam que os scanners ferem a privacidade dos passageiros, já que os aparelhos produzem uma imagem das pessoas "nuas".

    Direitos dos passageiros

    Os aparelhos usam ondas eletromagnéticas em todo o corpo dos passageiros para recriar uma imagem tridimensional que revela se há objetos escondidos sob as roupas. O scanner substitui o método tradicional de revista, feito por apalpamento.

    A máquina já está sendo usada no Terminal 2 do Aeroporto de Manchester desde outubro de 2009, com a instalação de mais aparelhos planejada para os Terminais 1 e 3 até o fim de fevereiro.

    O Ministério dos Transportes britânico já publicou um código de conduta provisório para tratar da questão da privacidade, saúde e segurança, proteção de informações e questões relacionadas à igualdade.

    "O código vai determinar que os aeroportos usem o scanner de forma responsável, levando em conta os direitos dos passageiros", afirmou Andrew Adonis.

    "A imagem gerada pelo scaner de corpo não pode ser arquivada ou capturada e os seguranças que observam as imagens não poderão reconhecer as pessoas', afirmou a chefe de atendimento ao consumidor do Aeroporto de Manchester Sarah Barrett.

    Barrett também garantiu que o scanner de corpo não permite que os seguranças do aeroporto vejam os passageiros nus.

    A introdução dos scanners de corpo foi anunciada depois da tentativa fracassada do estudante nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab de explodir um avião que viajava da Holanda aos Estados Unidos, no dia 25 de dezembro de 2009. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

    Aeroportos brasileiros não atendem exigências para Copa e Olimpíadas

    Vêm aí a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Mas os aeroportos precisam de infraestrutura: um velho gargalo que está longe de ser resolvido. Faltam reformas. Faltam investimentos. É um debate urgente.

    O número de embarques nos aeroportos brasileiros cresce a um ritmo impressionante. Os problemas se acumulam.

    Quem viaja de avião tem pressa. Mas, no chão, a velocidade é outra. Os aeroportos brasileiros recebem, anualmente, de 50 a 60 milhões de embarques. Em 15 anos, mantido o atual ritmo de crescimento da procura por viagens aéreas, serão 250 milhões.

    “Muito cheio, muito pequeno, tem que renovar, tem que crescer exatamente para aguentar feriados, datas quando todo mundo quer viajar”, reclama um passageiro.

    A intérprete de conferência Elizabeth Bastos chegou do exterior em Guarulhos. A parte mais difícil da viagem foi na hora de sair do avião: “Um tempão para conseguir sair de dentro do avião. Não tinha finger para descer, tivemos que pegar um ônibus, isso vindo do exterior, você está cansado e tem que entrar em um ônibus. Estava chovendo”.

    “Há um incentivo do governo em promover a competição. Isso é salutar para o passageiro, que está pagando menos. O Brasil esta em uma situação favorável. Há uma demanda alta, mas não há como viajar”, diz o gerente de vendas Thomas Valentin.

    Os aeroportos não acompanharam o salto do mercado de aviação e ficaram pequenos para tantos passageiros, companhias aéreas e aviões. O aeroporto de Guarulhos, por exemplo, o maior do Brasil, já opera no limite. A Copa do Mundo de 2014 vai testar a capacidade do governo de ampliar este e outros cartões de visita do país, que vão receber pelo menos 500 mil turistas estrangeiros durante o torneio.

    “Existe um temor generalizado na indústria que não se consiga dar a velocidade necessária para a ampliação dos aeroportos. Precisa começar a agir já. Se essas reformas não foram feitas, haverá grandes problemas de filas”, alerta o consultor do setor aéreo André Castellini.

    No Galeão, onde chegam os voos internacionais destinados ao Rio de Janeiro, falta o conforto mínimo.

    “Ar condicionado não está funcionando, não tem papel higiênico, a infraestrutura é precária”, admite o vice-governador do Rio de Janeiro Luiz Fernando Pezão.

    O vice-governador do Rio de Janeiro reconhece: as melhorias exigidas pelos comitês esportivos internacionais não estão sendo feitas: “Há uma série de obras que são exigidas, tanto no caderno de encargos da Fifa como no caderno de encargos das Olimpíadas que os aeroportos não estão atendendo”.

    Analistas ouvidos pelo Bom Dia Brasil indicaram as obras mais urgentes nos maiores aeroportos brasileiros:

    No Galeão (RJ) - novo terminal de passageiros.

    Em Guarulhos (SP) - novos terminais de carga e passageiros; e novo pátio para os aviões.

    Em Viracopos (SP) - Construção da segunda pista. Ampliação do terminal de passageiros. Ampliação do pátio.

    Em Congonhas (SP) - aumentar o pátio de manobras.

    Em Brasília (DF) - novos terminais de passageiros. A pista é nova e considerada de boa qualidade.

    Em Confins (MG) - ampliação do terminal de passageiros, do pátio de aviões e do estacionamento.

    O Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, já tem um projeto de ampliação. Mas a obra depende da desapropriação de quase três mil imóveis. Até agora, apenas 84 foram retirados.

    A lentidão do poder público é apontada pelos analistas com o principal obstáculo à modernização dos aeroportos nacionais. A saída, todos concordam, é a participação da iniciativa privada, que poderia ser feita de três maneiras:

    - Privatização dos aeroportos - é a proposta que enfrenta mais resistência dentro e fora do governo;


    - Concessão - funciona como no caso de algumas rodovias. O governo faz uma licitação e escolhe uma empresa, que fica responsável por administrar o aeroporto, fazer investimentos e obras. Em troca, fica com as taxas que os passageiros pagam;

    - Abertura de capital da Infraero, a estatal que administra os aeroportos do país. Com a abertura de capital, o governo continuaria a ser o principal responsável pela empresa, mas poderia receber investimentos de companhias privadas e até negociar ações na Bolsa. Essa proposta começou a ser discutida em 2007, logo após o acidente com o avião da TAM, em Congonhas. Mas nunca saiu do papel.

    “O governo está dividido. Tem gente, como o ministro Jobim, que já se mostrou favorável”, aponta Jorge Eduardo Leal Medeiros.

    A Infraero diz que 16 aeroportos em 12 capitais receberão quase R$ 5 bilhões em investimentos até a Copa de 2014.

    “Teremos quatro anos de muito investimento e muita obra nos aeroportos. O planejamento está bastante bem estruturado e nos acreditamos que daremos conta dele”, promete o diretor da Infraero, Jaime Henrique Caldas Parreira.

    O Bom Dia Brasil solicitou uma entrevista sobre o assunto ao Ministério da Defesa. A assessoria informou que o ministro Nelson Jobim estava no interior. O ministério enviou uma nota em que afirma que a Infraero tem um programa de obras para garantir o atendimento da demanda de passageiros nos próximos anos. A nota confirma que está em discussão no governo um projeto de concessão dos aeroportos.
     
     

    Avião que monitorava trânsito faz pouso de emergência e congestiona estrada

    Incidente ocorreu no estado americano de Nova Jersey. Ninguém ficou ferido, segundo as autoridades.

    Um monomotor Cessna foi obrigado a fazer um pouso de emergência em uma rodovia em Nova Jersey nesta segunda-feira (1), provocando um congestionamento inesperado. Ninguém se machucou.

    O porta-voz da rodovia, Joe Orlando, disse que o avião, com duas pessoas a bordo, pousou nas faixas sentido norte,em Cherry Hill, próximo a Haddonfield, pouco antes das 7h, a cerca de 8 km da Filadélfia.

    O avião era usado para dar boletins de trânsito para uma rádio e uma TV local.


    Avião Cessna que fez pouso de emergência em rodovia em Haddonfield, Nova Jeresey, nesta segunda-feira (1), é retirado. (Foto: AP)

    A agência federal de aviação dos EUA disse que o pouso foi uma precaução, porque havia uma indicação de baixa pressão do óleo.

    Um caminhão foi usado para retirar o avião, que estava interrompendo parcialmente a passagem de carros.

    Avião Cessna que fez pouso de emergência em rodovia em Haddonfield, Nova Jeresey, nesta segunda-feira (1), é retirado. (Foto: AP) (Foto: AP) 
     
     

    ANALISTAS ENCARAM FUTURO DO AIRBUS 400M

    Um porta-voz da firma especializada Frost & Sullivan declarou que o acordo entre a EADS e os países que financiam o programa de desenvolvimento do cargueiro militar pesado Airbus A400M deve ser fechado em breve, e que ele terá impacto positivo não apenas para a Airbus como também para a indústria aeroespacial européia como um todo (Roberto Pereira)

    MAIS JATOS PARA A TAM


    Entre este mês de janeiro e julho a TAM deverá receber mais 9 jatos fabricados pela Airbus Industrie, que aumentarão e atualizarão sua frota. Parte dessas aeronaves destina-se à substituição de alguns exemplares que hoje operam sob leasing e cujos contratos não deverão ser renovados. Outras reforçarão a frota operacional para atender à crescente demanda. Merece destaque o fato de que quatro serão do tipo A319, destinadas à linhas curtas, de menor densidade, e duas serão do modelo A330, de grande autonomia. A lista inclui os seguintes aviões: PT-TMB, PT-TMC, PT-TMD e PT-TME, todos Airbus A319. Os dois primeiros chegam ainda neste mês de janeiro, um em fevereiro e o quarto em julho. Haverá também um A320 (PT-MYG), dois A321, ambos previstos para chegar em junho e dois A330 (PT-MVS e PT-MVT). Com esses novos aparelhos a TAM reforça sua posição de maior companhia aérea da América Latina (Roberto Pereira)

    JUAZEIRO CRESCEU EM 2009

    O Aeroporto Orlando Bezerra de Menezes, da Juazeiro do Norte, apresentou no ano passado números de crescimento impressionantes, segundo divulgou a Infraero. Foram 247.686 passageiros embarcados e desembarcados, num crescimento de 45% sobre os totais de 2008. O total de operações foi de 5339, contra 4517 pousos e decolagens registrados em 2008. Há planos para a reforma e ampliação das instalações de Juazeiro, com ampliação da área de embarque em 40% e o Terminal de Passageiros deverá ser climatizado (Roberto Pereira)

    Boeing bate a cauda na pista durante a decolagem em Pequim



    Na sexta-feira passada (29/01) o Boeing 767-3Z9/ER, prefixo OE-LAZ, da Austrian Airlines, decolou da pista 01 do Aeroporto Internacional Pequim-Capital, em Pequim, na China, às 15:04 (hora local - 07:04 Z), quando a cauda da aeronave raspou a superfície da pista (tailstrike) logo após o trem de pouso principal ter deixado o chão.

    O avião seguia para o voo OS-64 entre Pequim e Viena, na Áustria, com 182 passageiros e 10 tripulantes.

    A despeito do incidente, a tripulação prosseguiu o voo para Viena, onde realizou uma aterrissagem segura.

    A Austrian Airlines confirmou que a cauda estendida do Boeing teve contato com a superfície da pista mas, no entanto, como não houve nenhuma indicação do incidente na cabine do piloto, a tripulação continuou o voo.

    Um exame no avião em Viena confirmou o contato com o solo, mas não revelou nenhum dano, de modo que o avião pôde partir para o próximo voo de volta para Pequim duas horas depois.

    Fonte: Aviation Herald - Foto: BJ (Airliners.net)

    Falsa ameaça de bomba causa pouso de emergência na Turquia

    Um avião da Pegasus Airlines fez um pouso de emergência no domingo (31/01) no Aeroporto Internacional Esenboğa, em Ancara, na Turquia, após sofrer uma ameaça de bomba durante o voo H9-190, entre Istambul e Van, ambas cidades turcas.

    O avião pousou em segurança e taxiou para uma área segura do aeroporto. Passageiros e tripilantes desembarcaram para que uma inspeção fosse realizada na aeronave.

    Os passageiros a bordo do Boeing 737-800 da Pegasus disseram que não foram informados do porquê o avião ter feito o pouso de emergência em Ancara, informou a agência de notícias Anatolia.

    Após passar por uma inspeção, a aeronave foi considerada segura e autorizada a continuar o voo para o Aeroporto Van Ferit Melen, com todos os 150 passageiros.

    O avião chegou atrasado a Van, mas em segurança, após a aterrissagem de emergência em Ancara.

    Esta é a segunda vez em uma semana que uma falsa ameaça de bomba trouxe problemas à voos na Turquia. Na sexta-feira passada, uma ameaça anônima de bomba foi feita por um passageiro, que estava atrasado para um avião partindo de Adana para Esmirna.

    Fontes: Hurriyet Daily News / Aviation Herald

    Começa amanhã julgamento pelo acidente com Concorde


    O julgamento pelo acidente do Concorde da Air France começa amanhã na França, quase dez anos depois que o avião supersônico caiu minutos após decolar do aeroporto Roissy-Charles de Gaulle, quando 113 pessoas morreram.

    No banco dos réus estarão cinco pessoas mais a companhia aérea Continental Airlines, proprietária de um avião que minutos antes do acidente tinha perdido uma lâmina de titânio na pista, no Tribunal Correcional de Pontoise, nos arredores de Paris. Os réus são acusados de "homicídios involuntários" em um julgamento que durará quatro meses.

    O Concorde decolou em 25 de julho de 2000 com destino a Nova York com 100 passageiros a bordo, a maioria deles alemães, e nove membros da tripulação.

    Logo após a decolagem, foi constatado um incêndio em uma de suas asas e, minutos depois, o aparelho supersônico caiu sobre um hotel da cidade de Gonesse, vizinha ao aeroporto. Todos os ocupantes do avião morreram, além de quatro pessoas que estavam em terra.

    Dezoito meses de pesquisas dirigidas pelo Escritório de Investigação e Análise (BEA) concluíram que o acidente ocorreu porque o avião atropelou durante a manobra de decolagem a lâmina metálica de 4,5 quilogramas de peso perdida minutos antes por um DC-10 da Continental Airlines.

    Um dos pneus do Concorde explodiu e seus restos perfuraram um de seus depósitos, que pegou fogo.

    O avião voou durante vários minutos em chamas em uma asa. No entanto, os pilotos, que pretenderam fazer uma aterrissagem de emergência no aeroporto vizinho de Le Bourget, perderam o controle.

    Após oito meses de instrução, o caso chega aos tribunais com uma acusação contra a Continental Airlines e contra cinco pessoas físicas.

    A linha de defesa adotada por todos eles, começando pela Continental, está em desvincular o acidente do atropelo da lâmina metálica.

    Os advogados da companhia aérea se sustentam nos testemunhos que asseguram ter visto chamas no avião um minuto antes de passar pela área onde estava a lâmina metálica perdida pelo DC-10.

    Eles afirmam que a investigação não foi feita de forma completa e sustentam que o Concorde tinha uma falha.

    Entre os acusadores, estarão 24 famílias das vítimas, já que a maioria preferiu aceitar as altas indenizações oferecidas pela Air France e, em menor medida, pela Continental Airlines.

    Companhias aéreas vão demorar três anos para se recuperar da crise

    A indústria das companhias aéreas vai demorar três anos a recuperar da queda no tráfego aéreo provocado pela maior recessão dos últimos sessenta anos, segundo disse o presidente da Associação de Transporte Aéreo Internacional (ATAI - IATA, em inglês), Giovanni Bisigani à Bloomberg.

    Nos últimos dez anos a industria de transporte aéreo perdeu 50 mil milhões de dólares, sendo que só no ano passado registaram um prejuízo de 11 mil milhões de dólares, penalizada por uma queda de 80 mil milhões de dólares nas receitas.

    “Estes números são verdadeiramente chocantes”, disse Bisigani numa entrevista dada à Bloomberg, em Singapura. “A indústria terá um grande acréscimo de capacidade. O acréscimo significará que os preços e as taxas vão cair, por isso a recuperação ao nível dos lucros será ainda mais difícil”.

    Este ano, espera-se que a industria ainda registe um prejuízo líquido de 5,6 mil milhões de dólares, segundo estima a associação da indústria de transporte aéreo. A financeira internacional e a recessão económica custaram à indústria de transporte aéreo, dois anos e meio de crescimento do tráfego de passageiros e três anos e meio, do tráfego de mercadorias.

    As linhas aéreas mundiais sofreram a maior recessão desde a Segunda Guerra Mundial no ano passado, segundo dados da ATAI divulgados a 27 de Janeiro. A queda do transporte aéreo levou companhias como a British Airwais, a Singapore Airlines e a TAP a registarem prejuízos e levou a Japan Airlines a pedir falência.

    Fonte: Jornal de Negócios (Portugal)

    Saiba mais: o Airbus A330-200F





    O Airbus A300-200 Freighter está destinado a substituir os envelhecidos cargueiros de longo curso em operação.

    Com a intenção de fabricá-lo desde meados de 2000, a Airbus, no Farnborough Air Show de 2006 anunciou o lançamento da versão, e foi muito bem aceita pelos clientes.

    O A330-200F é capaz de transportar 64 toneladas de carga em voos de até 7.400 km, ou 69 toneladas em trechos mais curtos, de 5.930 km.

    Para ser possível a acomodação de todos os pallets e containers, foi necessária uma adaptação no projeto da aeronave. O trem de pouso dianteiro precisou ser deslocado para frente e parte de sua estrutura ficou do lado de fora da fuselagem, sendo necessária a instalação de uma cobertura de material composto, o que, sem dúvida, marcará o visual do jato.

    As opções de motores são Pratt & Whitney PW4000 ou Rolls-Royce Trent 700.

    Até agora, o A330-200F ganhou 64 encomendas firmes de nove clientes no mundo inteiro.

    ESPECIFICAÇÕES

    Dimensões

    Comprimento total: 58,8 m (192 ft 9 polegadas)

    Altura: 17,4 m (58 pés 1 pol)

    Diâmetro da fuselagem: 5,64 m (18 ft 6 polegadas)

    Máxima largura da plataforma principal compartimento de carga: 5,28 m (17 pés 4 pol)

    Comprimento do convés principal do compartimento de carga: 40,8 m (133 ft 1 in)

    Wingspan (geométrico): 60,3 m (197 ft 10 polegadas)

    Área da Asa (referência): 362 m2 (3.890 ft2)

    Wing sweep (25%): 30 graus

    Distância entre eixos: 22,2 m (72 ft 10 polegadas)

    Leme: 10,69 m (35 pés 1 pol)

    Dados básicos de operação

    Motores: dois PW4000 RR Trent 700

    Propulsão do motor: 303-316 kN (68,000-71,100 lb. slst)

    Volume da plataforma principal: 336 m3 (11.866 ft3)

    Max Range - modo de intervalo (modo de carga): 7.400 km (5.930 Km)

    Volume útil total: 475 m3 (16.775 ft3)

    Peso

    Peso máximo - modo de intervalo (Modo de carga) 227,9 (233) toneladas

    Peso máximo de decolagem - modo de intervalo (modo de carga) 227 (233) toneladas

    Peso máximo de pouso - modo de intervalo (modo de carga) 182 (187) toneladas

    Peso máximo sem combustível - modo de intervalo (modo de carga) 173 (178) toneladas

    Capacidade máxima de combustível: 97.530 litros (25.770 gal - EUA)

    Capacidade de carga estrutural - modo de intervalo (modo de carga) 64 (69) toneladas

    Fonte: Airbus

    Juros do parcelamento de empresas aéreas fazem valor final de passagens subir até 150%

    A possibilidade de parcelar a passagem aérea em até 60 vezes representa um perigo para o orçamento familiar. Com a facilidade na hora de pagar a viagem das férias, o custo com a operação financeira, já que os juros podem chegar a altísssimos 5,99% ao mês, ou cerca de 100% ao ano, encarece o bilhete aéreo em até 150%, segundo revela reportagem de Erica Ribeiro e Bruno Rosa em reportagem publicada na edição desta segunda-feira do GLOBO.

    É o caso do trecho de ida e volta do Rio para Santiago, no Chile. Comprando pela Gol, o preço à vista sai a R$ 1.612,74. Mas se o passageiro optar pelo parcelamento em 36 vezes oferecido pela companhia aérea, com juros de 5,99% ao mês, o mesmo bilhete custará R$ 4.040,64. O trecho Rio-Salvador pela empresa tem o mesmo avanço. A passagem salta de R$ 1.127,24 para R$ 2.824,20.

    Os cálculos foram feitos pelo economista Nelson de Souza, professor do Ibmec-RJ. O valor da passagem se refere a um bilhete de ida e volta na primeira semana de fevereiro. Segundo especialistas em finanças pessoais, o ideal é fugir das altas taxas de juros e evitar parcelamentos prolongados, para não prejudicar o fluxo de caixa do orçamento.

    A maioria das companhias aéreas, como GOL, TAM, Azul, Air France e Delta parcelam em até seis vezes sem juros, dependendo do destino da viagem. Porém, o fato de a parcela caber no bolso muitas vezes se torna o grande atrativo para quem quer viajar e não tem como pagar á vista.

    - Pesquisar as taxas de juros é fundamental. Não tem sentido pagar 5,99% ao mês de juros para comprar uma passagem aérea, já que existem linhas de empréstimo pessoal no banco, que cobram em média 4,82% por mês. Para quem quer viajar e não tem condições financeiras de comprar de uma vez só, o melhor é pegar um empréstimo em alguma instituição financeira e pagar o bilhete à vista. Assim, troca-se o que seria uma dívida cara por uma um pouco mais em conta - atesta Miguel de Oliveira, vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade (Anefac).

    Opções de parcelamento não faltam quando o assunto é viajar. A Trip selou parceria com o Banco do Brasil e concede pagamento parcelado em até 60 meses, com juros de 2,1% ao mês. A TAM também fechou parcerias semelhantes, embora com menos prestações: as taxas são de 1,99% ao mês para quem pagar em até 24 vezes; 2,29% ao mês para parcelamentos de 25 a 36 meses e 2,59% ao mês para quem optar por parcelar a compra de bilhetes de 26 a 48 vezes. A vigência é até 31 de janeiro.

    O analista de comunicação Bruno Morais (foto), de 28 anos, parcelou a compra do bilhete em suas últimas férias, quando esteve em Berlim e outras cidades europeias. Chegou a pesquisar maneiras de financiar a viagem em parcelas menores e sem juros, mas achou que o valor pesaria demais no orçamento. Por isso, financiou em mais parcelas e pagou R$ 700 a mais somente com os juros.

    - Decidi parcelar para não adiar as férias e a vontade de conhecer a Europa. Tracei todas as possibilidades de pagamento e não tive escolha. Mas valeu a pena assim mesmo - diz Morais, que já planeja a próxima viagem. - Se eu não conseguir juntar dinheiro, provavelmente vou optar por parcelar.

    Fonte: O Globo - Foto: Carlos Ivan/Agência O Globo

    Ex-assessor da Infraero ganhou até apartamento de empreiteira, diz PF

    Inquérito também aponta que ex-diretora de engenharia movimentou mais de R$ 2 milhões entre 2003 e 2006.
     
     
    Operação Caixa Preta - investigação da Polícia Federal que aponta desvio de R$ 991,8 milhões em obras de dez aeroportos contratadas no primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva, entre 2003 e 2006 - relata casos de ex-dirigentes da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) que teriam recebido vantagens, benefícios e prêmios, inclusive passagens aéreas, dinheiro e apartamento de luxo, de empreiteiras supostamente beneficiadas em licitações fraudulentas.

    Alvo do inquérito da PF, Eleuza Lores , ex-diretora de Engenharia da Infraero, movimentou "mais de R$ 2 milhões" naquele período, revela a quebra de seu sigilo bancário. "Valores muito superiores à renda da empregada pública recebidos, ao que tudo indica, como proveito dos crimes investigados", assinala o relatório final da missão policial, à página 58.

    Segundo a PF, Eleuza mantinha seis contas correntes em instituições financeiras, "não se sabendo, nos dias de hoje, onde se encontram depositados ou em que foram aplicados". Ao abordar contatos da ex-diretora com executivos de construtoras, a PF questiona: "Por qual razão Eleuza patrocinou interesses alheios? Ora, para receber vantagens financeiras, ocultando-lhes a origem."

    O relatório - documento de 188 páginas entregue à Justiça Federal em Brasília - inclui no rol de suspeitos os contratos da Infraero para reformas e ampliações dos aeroportos de Corumbá, Congonhas, Guarulhos, Brasília, Goiânia, Cuiabá, Macapá, Uberlândia, Vitória e Santos Dumont. A PF sustenta que a malversação de recursos da União é resultado de um esquema de fraudes e superfaturamento montado pela cúpula da estatal na gestão Carlos Wilson (2003-2006) - ex-deputado e ex-senador que morreu em abril de 2009.

    ESCUTA

    A PF indiciou Eleuza pelos crimes de corrupção, formação de quadrilha, peculato e fraude à licitação. O indiciamento foi suspenso pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). O inquérito mostra que ela teve despesas com passagens aéreas pagas pela construtora Andrade Gutierrez, em 2008 - a PF não cita essa empreiteira como envolvida em fraudes à lei de licitações. Eleuza caiu na malha de interceptações telefônicas da PF. As escutas revelam intenso contato entre ex-diretores da Infraero e construtoras.

    Em diálogo interceptado às 11h01 de 9 de setembro de 2008, Eleuza conversa com um homem identificado como Renato - a PF conclui ser Renato Torres de Faria, suplente de Ricardo Coutinho de Sena, integrante do conselho de administração da empresa A.G. Concessões, sub-holding do Grupo Andrade Gutierrez.

    "Eu sempre pego passagem pelo meu marido, o benefício, e a Varig cancelou provisoriamente esse benefício, então vocês (Andrade Gutierrez) teriam que mandar a passagem, é possível?", solicita a ex-diretora. "Claro, ué, sem problema", responde Renato. A conversa gravada que reforça a suspeita da PF sobre a aliança entre ex-dirigentes da Infraero e empreiteiras está transcrito à página 53 do relatório Caixa Preta.

    Documento recolhido por agentes federais e reproduzido à página 54 comprova que as passagens aéreas usadas por Eleuza para viajar de Brasília para Belo Horizonte - e o retorno à capital federal - foram custeadas pela Andrade Gutierrez. A PF monitorou a ex-diretora em Minas. Vigiou seus passos desde o desembarque no Aeroporto de Confins até a sede da construtora. Naquele dia Eleuza, Faria e Sena almoçaram no restaurante A Favorita.

    À época, Eleuza já havia deixado a direção de Engenharia da Infraero. A PF, no entanto, encontrou indícios da "ascendência" dela sobre empregados da estatal. "Como permanecer cega ao superfaturamento de R$ 1 bilhão?", questionam os delegados federais César Leandro Hübner e Felipe Alcântara de Barros Leal.

    Segundo a PF, o relatório analítico da CPI do Apagão Aéreo concluiu que Eleuza "patrocinou e intermediou interesse privado junto à Infraero, visando favorecer terceiros, em especial a Queiroz Galvão, com a qual trocou 46 chamadas telefônicas no período, e a construtora Andrade Gutierrez".

    A PF espreitou Eleuza também numa viagem que ela fez a Recife, em 13 de março de 2009, quando se reuniu com Carlos Wilson, Eurico Bernardo Loyo, ex-assessor da presidência da Infraero, e João Pacífico, executivo da Construtora Odebrecht, "a fim de tratar sobre a obra do aeroporto de Goiânia".

    APARTAMENTO

    Engenheiro civil, Eurico Loyo, ex-assessor especial da presidência da Infraero, teria se beneficiado do estreito relacionamento com representantes da Queiroz Galvão na aquisição de um imóvel de "alto padrão" em Recife (PE). Indícios do suposto favorecimento surgiram da consulta às declarações ao Imposto de Renda de Loyo. Em 2007, ele informou aquisição de um apartamento de 4 quartos em uma área nobre de Recife no valor de R$ 281 mil.

    Ele usou como permuta um imóvel de R$ 230 mil, mas que havia sido declarado no ano anterior pelo valor de R$ 110 mil. "Como a Queiroz Galvão Desenvolvimento Imobiliário é empresa do grupo Queiroz Galvão, suspeita-se que esta supervalorização do imóvel permutado, na verdade, nada mais é que um "prêmio" da Queiroz Galvão por conta de sua atuação nas licitações fraudulentas da Infraero", assinala o agente Liu Tse Ming.

    Loyo afirma que não tinha "nenhuma responsabilidade" nas licitações. Mas a PF identificou intenso contato telefônico dele com duas empreiteiras contratadas para executar parte das obras. A quebra do sigilo de Loyo mostra 94 ligações dele para celulares da Queiroz Galvão e outras 47 para um número da Consbem Construções e Comércio, que participou de licitações na Infraero.



    DIÁLOGOS

    Conversa entre Eleuza Lores, ex-diretora de Engenharia da Infraero, e Maurício, da Carioca Engenharia, gravado em 21 de outubro de 2008, às 14h22:

    Eleuza: Eu conversei com o pessoal lá da Engenharia, o Mário Jorge (gerente de Coordenação de Empreendimentos de Engenharia) não tem problema nenhum... Ele tá enrolado mesmo, ele tá com uma pressão muito grande, do ministro da Defesa, do presidente. Então o Erivan (Francisco Erivan foi coordenador de Planejamento e Empreendimento de Engenharia), o Paulo Dietzsch (superintendente de Empreedimentos de Engenharia), disseram que é só você ficar insistindo, não tem nada não.

    Maurício: Ah, é, né?

    Eleuza: É.

    Maurício: Ok. Escuta, eu soube que você teve uma conversa grande com (nome inaudível) outro dia, né?

    Eleuza: Isso, exatamente. Eu até apresentei uma proposta pra ele na sexta-feira (...) e hoje eu mandei de novo.

    Maurício: Se você puder mandar com cópia pra mim eu agradeço.


    Maior feira de aviação da Ásia exibe novo avião da Airbus

    Mesmo ainda sentindo os efeitos da crise global, o mercado de aviação volta os olhos para o primeiro grande evento do setor de 2010, o Singapore Airshow. A feira que abre as portas para o público a partir de amanhã em Cingapura conta com o novo cargueiro de médio porte da Airbus, que promete mais eficiência ao transporte de cargas.

    O A330-200F foi construído com base na aeronave de passageiros A330 e realizou seu primeiro voo em novembro de 2009. Com a primeira entrega prevista para o segundo semestre deste ano, o cargueiro já tem 67 pedidos firmes.

    Além da novidade da Airbus, a feira de Cingapura tem estandes de 800 empresas, de 40 países, em um espaço 50% maior que em 2009. Os organizadores apostam no fato de que o mercado asiático é visto como um dos mais promissores do setor. 
     
     
     
     
     
     
     
     

    Embraer avalia apresentar maior jato da empresa em 2011

    A Embraer planeja apresentar novos modelos de aeronaves em 12 a 18 meses, incluindo o maior jato já produzido pela empresa, afirmou um executivo da empresa, nesta segunda-feira.

    Mauro Kern, vice-presidente executivo da empresa para aviões comerciais, também disse que a empresa espera vender mais aviões comerciais em 2010 do que em 2009. A Embraer é a terceira maior fabricante mundial de aviões depois da Airbus e da Boeing, e fabrica jatos regionais, empresariais e aeronaves militares.

    "Um E-jet um pouco maior que o modelo 195 é um dos conceitos que estamos estudando", disse Kern em Cingapura, em uma feira do setor. "Mas não há decisão sobre lançamento por enquanto. A melhor estimativa para uma decisão sobre algo novo é talvez entre 12 e 18 meses", acrescentou.

    Quando perguntado se as vendas de jatos comerciais em 2010 voltarão aos níveis de 2008, quando a empresa vendeu mais de 100, Kern disse foi taxativo. "Não em 2010, mas talvez em 2011."

    "Levará talvez dois ou três anos para retornarmos ao nível pré-crise, se chegarmos a recuperar esse patamar", completou. A empresa vendeu cerca de 30 jatos comerciais no ano passado.

    A carteira de pedidos firmes da Embraer chegou a US$ 16,6 bilhões no fim de 2009. O setor aéreo aproxima-se da feira de aviação de Cingapura, primeiro grande evento da indústria este ano, com otimismo cauteloso. 



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