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Como funciona o F/A-18s


A idéia básica por trás do F-18 Hornet é ter uma avião versátil, que os militares possam reconfigurar para diferentes tipos de missões. Ao ajustá-lo e equipá-lo com diferentes componentes, é possível especializá-lo para a tarefas diversas. 
 F/A-18s inclinam-se em formação


Como você pode imaginar, esta adaptabilidade faz do F-18 um valioso acréscimo para o arsenal do Estado Unidos. Com ele, é muito mais fácil para a Marinha e Fuzileiros Navais obterem superioridade aérea, de tal maneira que o inimigo não possa armar sequer um ataque expressivo.


Neste artigo, faremos um exame apurado dessas máquinas extraordinárias, da cabine do piloto à fuselagem, passando pelo armamento.


A missão
O F-18 é projetado para operar de duas maneiras diferentes:

- como um avião caça: aeronave desenvolvida para travar batalhas com aviões inimigos. Os caças precisam ser muito rápidos, relativamente leves e altamente manobráveis, para que possam ser páreo para o inimigo e esquivar-se de contra-ataques. Eles carregam armas ar-ar, como mísseis sidewinder guiados por calor; 

- como um avião de ataque: aeronave projetada para atacar alvos terrestres. Aviões de ataque voam baixo e destroem alvos individuais com mais eficácia (como tanques), diferentemente de um bombardeiro que ataca alvos de maior área a partir de grandes altitudes. Aviões de ataque tendem a ser mais pesados que os caças, pela grande variedade de bombas que precisam carregar.

O F-18 é a primeira aeronave no arsenal dos Estados Unidos especialmente desenvolvida para desempenhar esses dois papéis. 
 Um F/A-18 pousado no convés de um porta aviões no Golfo Pérsico


O que torna isso possível é um conjunto de cabides - áreas de armazenamento na barriga e asas de uma aeronave que podem carregar quase tudo, desde tanques adicionais de combustível a uma
bomba nuclear

O maior segredo da adaptabilidade do F-18 é seu alto padrão de desempenho. Como veremos na próxima seção, sua engenharia impressionante torna-o um oponente muito mais versátil que a maioria das outras aeronaves.
tática. Quando esses cabides estão carregados com diferentes componentes, por exemplo, bombas ar-terra guiadas por GPS, ao contrário dos mísseis ar-ar guiados por calor, o F-18 de fato se transforma em um avião diferente. 


Variações do F/A-18
O F/A-18 foi apresentado em 1983. Há muitas versões disponíveis:
  • F/A-18A - um confiável caça de ataque monoposto;
  • F/A-18B - uma versão biposto do modelo A, permitindo a presença de um oficial de armas;
  • F/A-18C - esta versão é especializada em ataques noturnos;
  • F/A-18D - biposto para ataque noturno;
  • F/A-18E - o Super Hornet: o derradeiro caça-bombardeiro;
  • F/A-18F - o Super Hornet: caça-bombardeiro biposto.


Sob o capô

Os Hornets são como qualquer outro avião a jato. Eles usam poderosos motores a turbina para criar propulsão e duas grandes asas para criar sustentação. Estabilizadores de cauda mantém o avião estável, enquanto o leme permite mudar de direção. O piloto usa o freio aéreo para diminuir a velocidade. 
 Um F/A-18 pode atingir a velocidade de Mach 1.7 e voar a uma altitude de até 36.089 pés


Especificamente, o Hornet ostenta dois motores turbopropulsores F414-GE-400 de pós-combustão, capazes de oferecer 9.977 kg (22 mil libras) de propulsão estática cada um. Um F/A-18 pode atingir a velocidade de Mach 1.7 (563 metros por segundo) e voar a 36.089 pés (11 mil metros) de altitude. 
 Os Blue Angels passam em vôo rápido em um show aéreo

Os motores de
pós-combustão fornecem um impulso imediato e poderoso para ajudar o F/A-18 a atacar e escapar rapidamente. A pós-combustão injeta combustível na saída do motor, inflamando-o. A combustão resultante adiciona considerável aumento de velocidade ao jato. 

No interior da cabine 
A cabine de um F/A-18 está carregada com aparelhagem avançada. Esses equipamentos, em conjunto com o software de aviônica, dão ao piloto tudo que ele precisa para estar no controle, mesmo nas situações mais complicadas. A interface para essas funções está disposta de maneira a permitire que sejam operadas de uma maneira muito fácil. Algumas dessas funções incluem: 

- NAVFLIR
- casulo de radar infravermelho Hughes ATFLIR
- raster heads-up display (HUD)
- óculos para visão noturna

- iluminação especial na cabine para uso com visão noturna
- mapa colorido digital móvel
- display independente para múltiplos fins

O NAVFLIR ou "Navigation Forward Looking Infrared" é um conjunto de sensores que proporcionam ao piloto uma visão completa de tudo o que está acontecendo à sua volta durante uma missão. 
 Os computadores do Hornet são projetados para serem fáceis de operar. Eles assistem os aviadores ao manejarem muitas das funções do F/A-18, liberando o piloto para concentrar-se na sua missão.


Um SAR ou radar de abertura sintética para mapeamento terrestre (Synthetic Aperture Ground Mapping Radar) usa o pulso Doppler para proporcionar ao piloto uma imagem mapeada em tempo real de tudo que estiver acontecendo abaixo dele. O piloto usa esse sistema para ficar atento às ameaças em terra, ainda que estejam obscurecidas por fumaça ou mau tempo. Esse sistema também aprimora a precisão dos bombardeios. Se o piloto precisar fazer uma manobra súbita para evitar fogo inimigo, ele ainda pode fazer ajustes rápidos de posição na sua aproximação em relação ao alvo. 
 Quando foi desenvolvido em 1976, o F/A-18 Hornet tornou-se o primeiro caça de combate "digital"


O ATFLIR, casulo de radar infravermelho da Hughes (ou Advanced Targeting Forward-Looking Infra-Red) é usado para navegação e mira. Os Hornets usam um indicador de alvos a laser ou ranger para enviar bombas guiadas a laser. O ATFLIR opera harmoniosamente com todos os sistemas de armas do F/A-18 para facilitar ao máximo a localização e destruição de alvos.


O Raster heads-up display (HUD) agrega todos esses elementos, assim como muitas outras condições específicas de vôo, em localização conveniente para que o piloto possa vê-los. 
 A cabine do F-18 coloca todos os controles dessa poderosa máquina de guerra á disposição completa do piloto


O F/A-18 é a a primeira aeronave a incorporar a tecnologia digital denominada MUX bus architecture em todo o sistema de vôo. Esta arquitetura permite que o computador que controla o avião transfira dados entre os sistemas mais rápido e eficientemente. Com isso, o F/A-18 pode ter o mais avançado conjunto de software para aviônica disponível atualmente.


Esse software, denominado sistema digital de controle de vôo control-by-wire, atua como um co-piloto digital no Hornet. As vantagens desse sistema são as excelentes condições de manejo e capacidade de manobra assistidas por computador. Isso facilita ao piloto concentrar-se quando estiver operando um sistema de armas durante a missão. 
 Um aviador naval treina em um simulador de vôo do F/A-18. O F/A-18 é conhecido por ser relativamente fácil de pilotar.


O Hornet é famoso entre os pilotos por sua habilidade em permanecer evasivo ao mesmo tempo que localiza alvos. É também conhecido por ser relativamente fácil de pilotar. Tudo isso graças a sua eletrônica avançada. Além de tudo, é fácil e barato atualizar o sistema do computador do Hornet. 
Armamento 
Uma das mais poderosas qualidades do F/A-18 é a de carregar tipos diferentes de artilharia para a batalha. Este guia explica as possibilidades de armamento.

Além desse arsenal, o Hornet pode se defender usando o poderoso M61A2 Vulcan - um canhão rotatório de 20 mm, com 6 canos. 
 Técnicos trabalham em um canhão M61 Vulcan


Montado dentro do nariz do aparelho, o M61A2 é um canhão acionado
hidraulicamente e disparado eletricamente, com ação rotatória. Os operadores podem escolher entre duas formas de disparo: rajadas de 4 ou 6 mil tiros por minuto. O Vulcan tem um sistema de resfriamento a ar que impede que os canos derretam ao expelir o chumbo aquecido. A arma deflagra disparos com projéteis de 20 mm sem fita, série M-50 ou PGU, carregadas eletricamente, usada contra aeronaves inimigas ou alvos em terra. 
 Um Hornet aguarda para ser carregado com armamento  
O Super Hornet 
 
O Hornet é produzido em seis modelos designados por letras de A a F. O mais formidável deles é o mais recente projeto: o F/A-18E/F Super Hornet. O modelo E carrega apenas um piloto, enquanto o modelo F possui um segundo assento para o oficial de armas. O Super Hornet é um caça de ataque para missões múltiplas, tal como um Hornet normal, mas vem equipado com atualizações bastante impressionantes (e metade do número de peças):

- 1,3 metros (4,2 pés) mais longo que os Hornets anteriores; 

- 25% mais área de asa; 

- 33% mais combustível interno; 

- 35% mais propulsão fornecida pelos motores F414-GE-400; 

- 41% mais alcance de vôo em missão; 

- 50% mais resistência; 

- dois cabides adicionais de armas, para carregar munição extra; 

- flexibilidade ampliada para artilharia combinada ar-ar e/ou ar-terra; 

- conjunto complementar de armas "inteligentes", como Joint Direct Attack Munition(JDAM) e Joint Stand-off Weaponry (JSOW); 

- capacidade de carga aumentada: 8.032 kg (17.750 libras) de carga externa; 

- dois cabides adicionais na ponta da asa; 

- quatro compartimentos internos na asa para tanques extras de combustível ou armas ar-terra;
dois cabides de fuselagem na nacele para carregar casulos com sensores; 

- unidade de radar ar-ar para qualquer condição atmosférica e um sistema de controle para disparo preciso de armas teleguiadas; 

- um cabide central para carregar combustível extra ou armamento ar-terra; 

- atualizações na cabine: uma tela de controle sensível ao toque, display frontal de controle; um display colorido maior, de cristal líquido para múltiplos propósitos; um novo mostrador de combustível do motor. 
 Super Hornets em formação 
As origens do Hornet 
No final dos anos 70, o Congresso deu permissão à Marinha norte-americana para desenvolver um novo tipo de caça de combate que incorporasse a última tecnologia disponível. De olho no orçamento, o Congresso delimitou que a nova aeronave teria que ser baseada no projeto do F-16 (em inglês) ou do F-17 (em inglês). 
 O piloto de um Hornet aguarda para decolar

 
O problema é que esses aparelhos foram desenvolvidos para decolar de uma pista de pouso. Um caça de combate deve ser capaz de ser lançado de um porta-aviões. Para cumprir o desafio, diversas empresas de defesa concorrentes tiveram que juntar-se para criar esta nova aeronave.

Em 1976, um projeto desbancou todos os outros e foi oficialmente denominado F/A-18. Em 1983 o F/A-18 já estava completamente integrado ao poderio aéreo da Marinha.

A Boeing, McDonnell Douglas Aerospace (em inglês) e Northrop Grumman trabalharam juntas para criar a carcaça do avião (a estrutura que inclui as superfícies de controle de vôo, a fuselagem, asas e assim por diante). A General Electric (em inglês) (uma empresa responsável por produzir de tudo, desde lâmpadas a máquinas de lavar pratos) projetou os motores. Communications contractor Hughes (em inglês) forneceu o equipamento de radar.


Força de trabalho internacionalO Hornet trabalha incansavelmente em ataques aéreos para sete outros países além dos Estados Unidos:

- Austrália
- Canadá
- Finlândia
- Kuwait
- Malásia
- Espanha
- Suíça
 
Hornets em ação 
Os Hornets estavam a serviço por quase oito anos quando a Operação Tempestade no Deserto começou. Em 17 de Janeiro de 1991, uma guerra aérea teve início no Iraque, e os Hornets tiveram sua prova de fogo.

Dois F/A-18, cada um aparelhado com quatro bombas de 900 kg, partiram da base aérea para um bombardeio convencional, a fim de derrubar defesas aéreas inimigas. Em pouco tempo de missão eles foram interceptados e atacados por dois caças MiG iraquianos. Apesar da interferência inimiga, os dois Hornet abateram os dois caças MiG e prosseguiram para bombardear o alvo, completando a missão.

O desempenho dos Hornets nessa operação quebrou todos os recordes anteriores de aviões táticos em combate.

Existem hoje 37 esquadrões táticos de F/A-18 Hornet em operação ao redor do mundo. O Blue Angels Flight Demonstration Squadron da Marinha americana apresenta o F/A-18 como parte do seu show. 
 Os Blue Angels

O projeto flexível de um Hornet faz com que ele seja a veículo aéreo mais aprimorável das forças armadas. Foi especificamente desenvolvido com capacidade de espaço, refrigeração e peso, capaz de acomodar futuros avanços e equipamento. 
Em 2010 a Marinha planeja aposentar o EA-6B Prowler colocando em seu lugar um F/A-18G Growler. O 'G' é uma nova versão do Super Hornet modificado para uso em escolta e interferência de radar. O Growler adicionará mais vigor ao tradicional projeto de escolta/interferência de radar por ser capaz de defender-se melhor que qualquer outro avião usado anteriormente para este tipo de missão. O F/A-18G fará missões de interferência de radar juntamente com veículos aéreos não tripulados tais como o Predator ou o Global Hawk (em inglês). 
Contando com uma impecável ficha de serviço, confiabilidade e eficiência em combate, é certo dizer que o F/A-18 estará em uso por muitos anos ainda. 

https://www.facebook.com/pages/InfoAviacao/183471105025270

FONTE: HowStuffWorks 


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