AEROPORTOS


AVIAÇÃO EXECUTIVA

AVIAÇÃO COMERCIAL

AVIAÇÃO MILITAR

A Psicologia na Aviação


Observamos que a aviação é um dos meios de transporte mais seguros do mundo. E por que tantos acidentes ainda são catalogados? 

Verificamos que a maior aventura tecnológica do homem foi pilotar as máquinas voadoras, pois, desde a mitologia, com Ícaro e Dédalo, até os dias de hoje, dominar o espaço aéreo faz parte da realidade humana.

Como não nascemos com asas, pilotar as grandes máquinas voadoras traz um glamour e uma sensação de poder. O poder de liberdade, de sentir-se como um pássaro que vai a busca do infinito. Porém isto tem um preço.

O ato de pilotar uma aeronave exige muito do piloto. Ele deve reagir a estímulos, elaborar julgamentos, analisar alternativas possíveis para decidir qual a mais adequada e, executá-las através de uma resposta motora, a qual, freqüentemente o leva a recorrer a sua memória. 

Os aspectos cognitivos envolvem grande limitação, principalmente em final de jornada ou em missão que exija mais do piloto. Influências relacionadas às condições individuais de sua personalidade, que podem ser tanto fisiológicas quanto psicológicas, podem ser encontradas, somando a estas, as características do tipo de missão executada, as quais aumentam as limitações do intelecto neste momento.

Observamos que o homem é a parte mais flexível e a mais valiosa do sistema aeronáutico, porém, é o mais vulnerável às influências que podem afetar negativamente seu comportamento.

E quando ocorre um incidente ou acidente aeronáutico, o júri popular de imediato delega a culpa ao piloto, mas se esquecem dos fatores subjacentes que envolvem as verdadeiras evidências do fato. Então, o psicólogo passou a ter outro papel, não só de selecionador, mas também de auxiliar nas investigações levantando os fatores contribuintes que levaram ao acidente, ou seja, as causas que encobriam a suposta falha do piloto. Ao se estudar estes fatores observou que a psicologia poderia contribuir muito mais.

Com a leitura dos CVRs ('Cockpit Voice Recorder'), constatou-se que, 70% a 80% dos acidentes aconteceram por falha humana, ou seja, havia uma seqüência de falhas que estavam relacionadas com o FATOR HUMANO, as quais podemos citar:

· Falta de comunicação clara e precisa entre tripulantes e com as demais pessoas envolvidas com a operação. 

· Falhas no relacionamento interpessoal que dificultam a sinergia da equipe, principalmente em situações de emergência. 

· Comprometimento do processo decisório em situações de emergência.

· Falta de percepção de todos os elementos que envolvem uma determinada situação em um curto espaço de tempo, faltando por vezes consciência situacional.

· Falta de liderança, surgindo dificuldade em delegar tarefas em situações de emergência. 

Através das investigações dos acidentes e das pesquisas feitas pela NASA ('National Aeronautics and Space Administration'), concluiu-se que o ideal seria que o piloto passasse por treinamentos de Fatores Humanos como CRM (Crew Resource Management) e posteriormente acompanhamento psicológico, dando-lhe (piloto) a oportunidade de se autoconhecer, de identificar seus sentimentos e atitudes possíveis de "panes psicológicas" que a sua máquina (homem) pode apresentar, com a finalidade de quebrar o elo antes de se tornar um comprometimento maior para a sua conduta, colocando-se dessa forma em risco a segurança do vôo. 

Com isto a psicologia de aviação tem o objetivo de auxiliar a segurança de vôo, dando suporte ao tripulante e todos os demais envolvidos direta, ou indiretamente, com a atividade aérea, a fim de minimizar fatores que poderiam ser possíveis causadores de incidentes e acidentes. 
 



Por Debora Pereira Rufino e Silva Psicóloga - Safety Embraer

 FONTE: Air Safety Group

OBRIGADO PELA VISITA!

0 comentários for "A Psicologia na Aviação"

Deixe um comentário

TOP 5 DA SEMANA