Meu título conteúdo da página

.

.

Arquivo

Navigation

GERENCIAMENTO DO TRÁFEGO AÉREO


O principal objetivo do Gerenciamento do Tráfego Aéreo é garantir vôos seguros, regulares e eficazes, respeitando as condições meteorológicas reinantes e as limitações operacionais da aeronave. O provimento deste serviço no País está baseado nas normas e nos métodos recomendados pela Organização de Aviação Civil Internacional (OACI), a fim de manter o Brasil no patamar de segurança desejado para a navegação aérea e garantir a prestação de um serviço eficiente a todas as aeronaves que utilizam o nosso espaço aéreo.

O Brasil tem a responsabilidade de administrar o espaço aéreo territorial (8.511.965 km²) e o espaço aéreo sobrejacente à área oceânica, que se estende até o meridiano 10º W, perfazendo um total de 22 milhões de Km².


Nesse espaço, existem diversos eventos acontecendo ao mesmo tempo, tais como: vôos comerciais, vôos militares, ensaio de vôo, lançamentos de sondas e foguetes, vôos de asa-delta, salto de pára-quedas, treinamento de tiros antiaéreos, entre outros.

Para garantir a convivência segura desses eventos, visando a estabelecer estruturas, procedimentos e regras de utilização do espaço aéreo, deve se conhecer: 

- a demanda de tráfego aéreo atual e futura

- a topografia e a infra-estrutura instalada

Da análise dessas informações estabelecem-se: 

- As ações adequadas para cada segmento do espaço aéreo

- As estruturas para o uso eficaz do espaço aéreo - aerovias, procedimentos de subida e descida, delimitação de áreas condicionadas que restringem, proíbem ou alertam sobre possíveis perigos aos aeronavegantes.

- As necessidades operacionais que irão balizar as diversas concepções de empreendimentos para a implantação de órgãos de controle do trafego aéreo, equipamentos-radar, auxílios à navegação aérea, equipamentos de telecomunicação, bem como o dimensionamento de pessoal operacional, dentre outros.

- Os espaços onde os controladores de tráfego poderão prover a separação das aeronaves.

O Gerenciamento de Tráfego Aéreo não e uma atividade única. Ramifica-se nos três segmentos especializados relacionados abaixo: 

O Gerenciamento do Espaço Aéreo

As ações desse segmento buscam o uso flexível dos espaços aéreos, com o objetivo de aumentar a capacidade, eficiência e flexibilidade das operações aeronáuticas.

Para organizar o espaço aéreo, existem três conceitos específicos: Espaço Aéreo Controlado, Espaço Aéreo Não-Controlado e Espaço Aéreo Condicionado. 

O Espaço Aéreo Controlado: Todos os movimentos aéreos são controlados por um órgão de tráfego aéreo, no qual os pilotos são orientados a cumprir manobras pré-estabelecidas, com o objetivo de garantir a segurança dos vôos das aeronaves. Esses espaços são estabelecidos como: Aerovias (AWY), Áreas de Controle (TMA) e Zonas de Controle (CTR).

O Espaço Aéreo Não-Controlado: As aeronaves voam em ambiente parcialmente conhecido e sujeitas às regras do ar, porém, não existe a prestação do serviço de controle do tráfego aéreo. São fornecidos, somente, os serviços de informação de vôo e de alerta. 

O Espaço Aéreo Condicionado: Define ambientes onde são realizadas atividades específicas que não permitem a aplicação dos serviços de tráfego aéreo.

Além disso, o espaço aéreo também é dividido em classes. Essa estruturação é fundamental para a ordenação do tráfego. A partir dela, controladores, pilotos e demais usuários têm responsabilidades e deveres discriminados de acordo com suas classes. 

O Gerenciamento de Fluxo de Tráfego Aéreo

É implementado quando se excede a capacidade da infra-estrutura, aeronáutica ou aeroportuária, instalada. Consiste em adotar ações necessárias, levando-se em conta três fases de planejamento: a estratégica, a pré-tatica e a de operações táticas. 

Estratégica: Constitui-se no conjunto de ações realizadas em coordenação com os prestadores de serviço aeroportuários e os operadores de aeronaves envolvidos em cada um dos eventos prognosticados.

Pré-tática: O planejamento pré-tático tem inicio 24 horas antes da utilização do espaço aéreo e considera as alterações na infra-estrutura aeronáutica e aeroportuária, nas condições meteorológicas e na demanda do tráfego aéreo.

Operações táticas: O planejamento das operações táticas consiste nas ações necessárias diante de situações imprevisíveis (tempo ou falha de equipamento). Além disso, monitora a evolução da situação do tráfego aéreo para garantir que as medidas aplicadas tenham os efeitos desejados. 

Serviço de Tráfego Aéreo

Consiste na inter-relação entre o operador de um órgão de tráfego aéreo e o piloto da aeronave, por meio de recursos de comunicação, possibilitando que os objetivos sejam entendidos e atendidos. O nível da complexidade do cenário de tráfego aéreo determina o tipo de serviço a ser oferecido.

Para se definir qual órgão atuará em determinada área, há de se considerar diversos fatores relacionados ao tipo de serviço a executar. Mesmo em uma localidade na qual exista pouco movimento de tráfego aéreo, é fundamental que se dê garantias de segurança para os usuários.

A troca de informações entre controladores e pilotos é feita por meio de expressões padronizadas (fraseologia) e tem como principal objetivo o entendimento mútuo, por meio de breves contatos. Quando é necessário soletrar, utiliza-se alfabeto fonético conhecido internacionalmente - “alfa” para letra A, “bravo” para a letra B, etc.


Os Órgãos Operacionais
Estação de Telecomunicações Aeronáuticas (Rádio)

É o órgão de tráfego aéreo que proporciona o Serviço de Informação de Vôo. Sua competência principal é prestar informações às aeronaves, de modo a informá-las correntemente da existência de outras aeronaves e obstáculos. Existem mais de 90 estações instaladas nos aeródromos brasileiros.

Torre de Controle de Aeródromo (TWR)

Fornece o Serviço de Controle de Aeródromo às aeronaves nas fases de manobra, decolagem, pouso ou sobrevôo de aeródromo. Visa principalmente a evitar colisões com outras aeronaves, obstáculos e veículos movimentando-se no solo. A área de jurisdição da TWR abrange o circuito de tráfego e a área de manobras do aeródromo. 
 
Centro de Controle de Aproximação (APP)

Provê o Serviço de Controle de Aproximação às aeronaves que estejam executando procedimentos para chegar ou partir do aeródromo. Visa, sobretudo, a separação de outras aeronaves ou obstáculos. A área de jurisdição do APP é o espaço aéreo denominado Área de Controle de Terminal (TMA) ou Zona de Controle (CTR). Atualmente há 47 APP instalados no Brasil. 
 
Centro de Controle de Area (ACC)

Fornece o Serviço de Controle de Área às aeronaves quando elas já estão no vôo em rota, a fim de garantir a separação entre as mesmas com segurança. A área de jurisdição do ACC é o espaço denominado Região de Informação de Vôo (FIR). Essas regiões são estabelecidas abrangendo diversas Áreas de Controle de Terminal (TMA) e rotas de vôo, denominadas aerovias. Atualmente há cinco ACC instalados no Brasil.

Perspectivas para o gerenciamento de Tráfego Aéreo

O desenvolvimento tecnológico dos equipamentos de bordo das aeronaves, o crescimento na utilização de sistemas móveis de navegação e de transmissão de dados e a automação dos sistemas de controle de tráfego aéreo permitirão melhorias significativas na eficácia do Gerenciamento do Tráfego Aéreo.

A continuidade das implementações dos conceitos de Redução da Separação Vertical Mínima (RVSM) e de Performance de Navegação Requerida (RNP), em âmbito mundial, permitirá o aumento da capacidade de utilização do espaço aéreo. Isso possibilitará a flexibilidade operacional dos movimentos no espaço aéreo, de modo que as aeronaves possam chegar e partir nos horários programados e que vôos se realizem nos perfis de subida, itinerário e descida operacionalmente eficazes, possibilitando que a operação seja feita no perfil operacional ideal.
 


FONTE: DECEA 


SHARE
Banner

Comentar: