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BUSCA E SALVAMENTO


O Sistema de Busca e Salvamento Aeronáutico (SISSAR) atua numa área de 22 milhões de km2 - grande parte sobre o Oceano Atlântico e a Amazônia - e está organizado e estruturado para efetuar missões de busca e salvamento em consonância com os compromissos e normas nacionais e inter­nacionais.

Suas principais atribuições são:

- Localizar ocupantes de aeronaves ou embarcações em perigo;
- Resgatar tripulantes e vítimas de acidentes aero­náuticos ou marítimos com segurança;
- Interceptar e escoltar aeronaves em emergência.

O DECEA, órgão central do SISSAR, é a organização responsável pela sustentação normativa, coordenação e supervisão operacional das atividades de busca e salvamento, na área de respon­sabilidade do País.

Por meio da Divisão de Busca e Salvamento (D-SAR), o DECEA gerencia toda a atividade de busca e salvamento aeronáutico brasileira, que é executada pelos seguintes órgãos: 

(RCC) Centro de Coordenação de Salvamento

Os Centros de Coordenação e Salvamento - ou RCC, do inglês Rescue Coordination Center - são os órgãos regionais responsáveis pelas ações de busca e salvamento em suas respectivas áreas de jurisdição. Também chamados de Salvaero, são dotados de uma adequada rede de comunicação e guarnecidos por pessoal altamente especiali­zado, em permanente estado de alerta, sete dias por semana, 365 dias por ano.

No caso de qualquer incidente SAR (sigla inglesa para busca e salvamento), serão eles os órgãos responsáveis pela coordenação das operações e de suas missões. No Brasil, há cinco Centros de Coordenação de Salvamento. 

- RCC-AZ (SALVAERO AMAZÔNICO)
- RCC-RE (SALVAERO RECIFE)
- RCC-BS (SALVAERO BRASÍLIA)
- RCC-CW (SALVAERO CURITIBA)
- RCC-AO (SALVAERO ATLÂNTICO) 

Unidades Aéreas especializadas da FAB

As operações aéreas do Sistema SAR são apoiadas pela Força Aérea Brasileira (FAB), por intermédio das Unidades Aéreas subordinadas ao Comando-Geral de Operações Aéreas (COMGAR).

São esquadrões especializados que dispõem de aviões, helicópteros e pára-quedistas - baseados em diferentes pontos do território nacional - prontos para atuar a qualquer hora e em qualquer lugar em prol do objetivo maior: salvar vidas. 

Centro Brasileiro de Controle de Missão COSPAS-SARSAT (BRMCC)

Integrante do Sistema Internacional de Busca e Salvamento por Rastreamento de Satélites, o COSPAS-SARSAT é um setor de grande importância para a localização geográfica dos incidentes.

O segmento BRMCC, especificamente, garante a cobertura radar completa de toda a área SAR de responsabilidade brasileira. Detecta qualquer sinal emergencial de rádio-baliza emitido por aeronaves (ELT), embarcações (EPIRB) e até mesmo por pessoas (PLB) - desde

que estes possuam o equipamento transmissor-localizador de emergência, registrado e em boas condições de fun­cionamento, para a captação pelos satélites.

Entenda o BRMCC

O Centro de Controle de Missão Brasileiro - BRMCC - está localizado em Brasília nas dependências do CINDACTA1.

O BRMCC vem ao encontro do compromisso assumido pelo Brasil junto à Organização de Aviação Civil Internacional (ICAO) e Organização Marítima Internacional (IMO) de prover a busca e o salvamento de qualquer pessoa envolvida em acidentes aeronáuticos ou marítimos dentro da área de responsabilidade brasileira. A área de busca e salvamento de responsabilidade brasileira abrange todo o território nacional e avança 3.000 Km no oceano atlântico até o meridiano 10 W, totalizando 22.000.000 Km².

Para cumprir com esta responsabilidade, o Brasil conta com o Sistema de Busca e Salvamento Aeronáutico, operado pela Força Aérea Brasileira, no qual se insere o BRMCC, e com o Sistema de Busca e Salvamento Marítimo, operado pela Marinha do Brasil, que prestam o Serviço de Busca e Salvamento de forma humanitária, não discriminatória e livre de custos aos usuários.

O BRMCC distribui aos Centros de Coordenação de Salvamento (SALVAERO, SALVAMAR) sinais de emergência emitidos por aeronaves, embarcações, ou por pessoas em situação de perigo. O processo é iniciado a partir do acionamento manual ou automático de rádio balizas. Após o acionamento as balizas irradiam um sinal de emergência que são captados por satélites e retransmitidos para as estações em terra.

No âmbito internacional, o BRMCC é o órgão responsável pela operação dos equipamentos do segmento terrestre brasileiro que integram o Sistema Cospas-Sarsat de Busca e Salvamento por Rastreamento de Satélites. O segmento terrestre brasileiro é composto por três estações rastreadoras de satélites de órbitas polares baixas, localizadas em Brasília, Recife e Manaus. Duas estações receptoras de satélites geo-estacionários localizadas em Brasília e Recife e duas consoles operacionais localizadas no BRMCC, em Brasília.
 
  Estação Rastreadora
 Antena (Manaus)
 Consoles do BRMCC
 Ações integradas de Busca e Salvamento

O Sistema SAR Aeronáutico prevê, ainda, a integração com as demais Forças e instituições, somando-se aos recursos e meios da Marinha, do Exér­cito e de organizações públicas, privadas e não-gover­namentais.

O Sistema de Busca e Salvamento Aeronáutico, por sua estrutura e concepção sistêmica, atua conjugando esforços com essas instituições, empregando aeronaves, órgãos de coor­denação e pessoal especializado, para localizar e resgatar sobreviventes de acidentes aéreos ou mesmo marítimos - quando, por exemplo, é necessária uma aeronave para a localização de pessoas, botes ou embarcações em perigo no alto mar. 

Caráter Humanitário

O caráter humanitário do Serviço de Busca e Salva­mento, aliado aos compromissos internacionais assumi­dos, motiva importantes investimentos por parte do Comando da Aeronáutica. São investimentos que se fazem notar na implantação e atualização constante dos Centros de Coordenação de Salvamento, do Sistema COSPAS-SARSAT e de seus equipamentos de última geração e no emprego das Unidades Aéreas especializadas.

O SAR, desde a sua origem, participa ativamente no salvamento de vidas humanas. A dedicação pes­soal e irrestrita de seus membros é o maior alicerce para o sucesso da missão que lhe é atribuída. Embora seja máxima internacional “treinar na paz para ter sucesso na guerra”, o Comando da Aeronáutica, por intermédio do SAR, uti­liza sua capacidade e os ensinamentos da guerra para salvar vidas em tempo de paz.

Na condição de órgão central do SISSAR, o DECEA mantém a estrutura organi­zacional do serviço de busca e salvamento sólida e atuante.

A evolução do Sistema de Busca e Salvamento Aeronáutico


Com o surgimento da Organização de Aviação Civil Internacional (OACI), em 1944, e o término da segunda-guerra mundial, diversos mecanismos foram criados para proporcionar maior apoio e segu­rança à navegação aérea internacional, dentre eles a Divisão de Busca e Salvamento, responsável pelo esta­belecimento de normas e recomendações que visavam a disciplinar a atividade em todo o mundo.

O Brasil, um dos países participantes da Convenção de Aviação Civil Internacional, Estado contratante da OACI, passou a adotar as diretrizes emanadas pela organização, nelas incluídas as que se relacionavam à organização de um serviço de Busca e Salvamento no país.

Importante observar que, desde o início da aviação no Brasil, as atividades de busca e salvamento já eram levadas a efeito para atender a situações eventuais de perigo, porém de forma improvisada, já que não se dis­punha de recursos apropriados nem de pessoal especializado.

Assim, em dezembro de 1947, estabelece-se a Comis­são Organizadora de Serviço de Busca e Salvamento, resultando na criação do Serviço de Busca e Salvamento Aeronáutico Nacional, efeti­vado pela Portaria Ministerial nº 324, em dezembro de 1950.

À semelhança do Brasil, na mesma época, os Estados signatários da OACI procuraram regulamentar seus Sistemas SAR, cuja sigla significa em inglês “Search and Rescue”.

A evolução do serviço de Busca e Salvamento e a necessidade de se adequar a atividade à realidade do País levaram à edição da Portaria nº 99/GM3, de 20 de fevereiro de 1997, que instituiu o Sistema SAR Aero­náutico (SISSAR).

O serviço de Busca e Salvamento brasileiro experi­menta, desde então, um processo de evolução per­manente.


FONTE: DECEA



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